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O Lado Mais Musical de Gui Leal


Conhecido do público por integrar o elenco de produções como “Castelo Ra-Tim-Bum”, “RENT”, “Sweeney Todd”, “ A Fantástica Fábrica de Chocolate”, “Once” e “Evita - Open Air”, Gui Leal tem sido um grande destaques nas grandes produções musicais de São Paulo. Porém além de cativar o público nos palcos, o ator tem exercitado sua veia artística de outra forma.


Bacharel em música com habilitação em voz cantada pela Universidade Cruzeiro do Sul e também formado em regência coral pela Escola Técnica Estadual de artes, Gui Leal atua como ator, cantor, preparador vocal, regente, diretor musical atuando no mercado fonográfico como produtor musical. Em entrevista ao Backstage Musical, ele conta mais sobre como tem sido conciliar os ensaios para “Uma Linda Mulher” com “It’s me: Elton” e “Mundaréu de Mim”, espetáculos em que ele está na equipe criativa.


Gui, sua carreira como ator é conhecida por nós, a novidade é ter você na direção musical. Conta pra gente um pouquinho desse seu lado e desta carreira?


GL: Pois é! Nem todo mundo sabe, mas eu sou músico há muito tempo antes de ser ator! E trabalho com a música há muito mais tempo também, inclusive é a minha primeira formação acadêmica. Além de ator, eu sou Bacharel em música, formado em regência coral e tenho uma especialização em produção musical, então eu sempre tive a carreira paralela na música que agora está se fundindo mais efetivamente ao mundo dos musicais onde sempre estive como ator. É um movimento antigo, já dirijo musicalmente e sou arranjador numa cena mais acadêmica há alguns anos mas estou animado com isso ganhando corpo no mercado de teatro musical profissional que começou ali em 2019 com a parceria com Bruno Narchi nos espetáculos: Diálogos, azáfama e Sorria.


Entre seus novos trabalhos estão os espetáculos “It’s me: Elton” e “Mundaréu de Mim”. Conta pra gente um pouco desses projetos e do seu trabalho neles.


GL: O ano de 2023 vem pra coroar um momento importante de mudanças e eu sinto que essa fase como criativo nesses trabalhos marcam uma transição muito bacana! Em “It’s me: Elton” eu assino a direção musical e os arranjos, que na verdade são uma desconstrução leve sobre essas obras marcantes e clássicas do ícone pop Elton John. Essa desconstrução é baseada nos estímulos sensíveis da diretora Daniela Stirbulov e um jogo bem dinâmico dos três atores em cena. Estou tendo a oportunidade de descobrir a genialidade de Elton a partir disso.


Em “Mundaréu de Mim” sou o compositor das músicas ao lado do autor e letrista Vitor Rocha, parceiro de longa data mas que até então não tínhamos tido a oportunidade de trabalhar juntos em uma construção do zero! Além das composições musicais, também assinarei os arranjos vocais e a preparação vocal do elenco. É Uma grande honra pra mim fazer parte desse projeto tão grande em porte que democratiza o acesso ao teatro e dentro de uma produção com texto e música 100% originais e brasileiros.


Entre esses trabalhos vocês também integra o elenco de “Uma Linda Mulher”, o que podemos esperar deste seu novo papel?


GL: “Uma Linda Mulher” é um projeto que veio também como uma surpresa. Se não fosse por esse projeto eu provavelmente me afastaria um pouco dos palcos pra investir nas assinaturas criativas. Estava planejando que “Once o musical” fosse talvez um “último”? Mas colhi esse fruto especial que vai ser interpretar “Homem feliz/Sr. Thompson” alternando o papel e as sessões com o ator Cesar Mello. O mais legal, é que é um trabalho duplo de ator, o mesmo ator interpreta dois papéis bem distintos dentro da história! Um irreverente e o outro bem “polido”! Vai ser divertido e com certeza aproveitarei muito pra mostrar minha versatilidade construída ao longo desses dez anos de carreira dentro do teatro musical.




Como está sendo conciliar a direção musical em dois espetáculos e estar no elenco de um terceiro?


GL: Confesso que sempre acho que não vai dar, mas na verdade é uma questão de entender minhas funções dentro de cada um desses projetos, separando bem pra que eu não faça nem mais e nem menos, porque na maioria das vezes o que acontece é ou dar mais do que precisamos ou menos o que prejudica os projetos. Após a estreia de “It’s me: Elton” o trabalho será de manutenção e acompanhamento, então o processo de finalização dessa fase de criação é essencial para que tudo corra bem na temporada.


Em “Mundaréu de mim” assino como um dos “braços da música” sob direção musical de Josyara, estarei ao lado da equipe no processo de criação mas assinando como compositor, arranjador e preparador vocal. Sendo a direção musical da Josyara, o projeto segue sendo “tocado” sem mim mas com minhas músicas pulsando la enquanto estiver construindo o meu personagem e meu trabalho como ator nos ensaios e temporada de “Uma linda mulher”. Muita coisa sim, mas dá pra conciliar se organizar cada coisa em seu lugar!


Pra você "a música vem de berço"? Conta pra gente a sua história com a arte.


GL: Como poucos dos meus colegas artistas profissionais sejam eles músicos ou atores, tive a “sorte” de ter não só o apoio mas o o incentivo total dos meus pais. Brinco que sou um entre cem, cujo pai sonhava que o filho fosse músico. Meu pai sempre foi um amante da música, sempre estudou, praticou e quis viver com a música, coisa que ele faz hoje. É baterista e trabalha com áudio, paralelo a sua carreira de quarenta anos em um departamento da Universidade de São Paulo. Eu e minha irmã mais nova fomos fortemente influenciados e incentivados a cultivar a cultura e a arte, não à toa desenvolvemos habilidades de canto, dança e teatro durante a infância e adolescência.


Estudo arte desde os 12, comecei tocando guitarra, depois piano, depois canto e só depois o teatro. Segui para formação superior em música, especialização em teatro musical e depois em produção musical. Tudo isso me levou às carreiras de ator, músico, cantor, vocal coach, dublador, produtor musical, arranjador e diretor musical.


Lá de casa sou o único que “paga as contas” somente com a arte, mas todos desse “berço” em algum momento podem vistos por aí tocando com banda, cantando em eventos, casamentos ou dançando em festivais. Posso com orgulho dizer que sim, tenho um berço bem cheio de arte. Ainda bem né?!


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