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Entrevista com Marianna Alexandre


Créditos: Pino Gomes


A atriz e cantora Marianna Alexandre ficou conhecida pelo grande público depois de integrar o elenco da remontagem do musical “A Noviça Rebelde” em 2018. Com apenas 19 anos de idade e vários trabalhos de expressão, ela lança seu primeiro single autoral e prepara uma série de novidades para 2021.


Confira o papo que ela bateu com nossa redação.


Marianna, conte pra gente sobre a sua trajetória artística: Como você se decidiu pela carreira artística?

Tenho contato com a música, tocando piano erudito e cantando, desde os 7 anos, mas nunca tinha pensado em ser atriz, na verdade, eu queria ser diplomata (risos). Foi só aos 12 anos, quando fui selecionada para um teste de um longa-metragem, que inclusive eu passei, que despertou em mim a paixão pela atuação. Desde então, não parei mais de estudar e pretendo seguir essa profissão para o resto da minha vida.


Você teve grande notoriedade do público pelo seu trabalho em “A Noviça Rebelde”, um clássico do teatro musical. Como foi essa experiência?

Foi uma baita experiência, eu cresci muito como atriz e cantora fazendo esse musical. Tive a honra de interpretar a Liesl, ela era um dreamrole pra mim, pois desde criança eu assistia “A Noviça Rebelde” e cantava todas as músicas junto. Quando eu soube que passei na audição eu comemorei tanto, porque sabia que seria um divisor de águas na minha trajetória. Aproveitei ao máximo todos os momentos, desde os ensaios, até a última apresentação na Temporada no Rio de Janeiro. Contracenei com pessoas que eu admiro muito e fiz amigos para toda a vida. Foi simplesmente sensacional!


Além de “Noviça” você também esteve nos elenco de “Se Meu Apartamento Falasse” e “Beatles Num Céu de Diamantes”. O que você tira dessas experiências trabalhando com a Möeller e Botelho?

A Möeller e Botelho é uma família, e eu me sinto honrada em fazer parte dela. Trabalhar com eles é como ter uma aula a cada dia, é absorver todos os ensinamentos que são passados e adicionar a sua bagagem. Sempre admirei os musicais produzidos por eles e é um sonho poder integrar esse time. Espero que venham muitos outros pela frente


Além dos palcos, você também tem feito trabalhos na dublagem. Quais os principais desafios dentro desse universo?

A dublagem vem caminhando comigo desde 2015 e é um universo completamente diferente, mas que eu sou igualmente apaixonada. Dar a voz para uma personagem é uma sensação mágica! É uma profissão extremamente difícil que requer muito foco e dedicação. Acredito que um dos maiores desafios, para mim, é me desprender do meu ritmo, como atriz, e embarcar no ritmo da personagem que está ali na minha frente. Procuro sempre evoluir e dar tudo de mim, para que o telespectador aproveite bastante e não perceba que aquele filme/série que ele gosta tanto está “dublado”.


Você também é a protagonista do filme “Um Broto Legal”, cinebiografia de um dos maiores nomes da Jovem Guarda. Conte pra gente sobre como foi o seu processo para dar vida a Celly Campelo.

Foi um processo intenso e muito prazeroso dar a vida a uma cantora tão querida pelo nosso Brasil, não foi uma tarefa fácil. Busquei obter o máximo de informação na internet, desde entrevistas até apresentações dela em programas, pois queria visualizar bem os trejeitos e atitudes, para conseguir representá-la o mais realista possível. Junto a isso, tive algumas semanas de oficinas com leituras do roteiro e conversas com pessoas que estiveram presentes na vida da Celly, como Dimas de Oliveira e o próprio Tony Campello, irmão mais velho da cantora - que no filme é interpretado pelo incrível Murillo Armacolllo. E a parte mais legal para mim, foi ter que cortar o meu cabelo no estilo “pixie”, que era um dos mais comuns na época. Estou ansiosa para ver o filme nos cinemas: 2021 promete!


Em “Um Broto Legal” você também canta as músicas que marcaram toda uma geração. Em sua opinião, você vê esse filme como uma forma de aproximar mais o público brasileiro do cinema musical?

Com certeza sim. Estamos tendo exemplos muito legais de cinebiografias no estilo da Celly que tem dado super certo. Acredito que o público brasileiro gosta de ouvir músicas que trazem uma memória afetiva, e as músicas dela são exatamente assim. Imagina ir ao cinema e ver a sala toda cantando “Estúpido Cupido”, seria um sonho (risos).


Você acaba de lançar seu primeiro single autoral “Cor de Mel”. De onde veio a inspiração para esse trabalho?

Como eu sempre tive um contato muito grande com música, sempre tive essa vontade de “externalizar” os meus sentimentos em forma de canção, só que, infelizmente nunca achei o tempo que eu achava ser necessário para isso. Acabou que com a pandemia eu decidi investir em projetos próprios e finalmente colocar em prática o lançamento do single. A inspiração para “Cor de Mel”, veio de reflexões, incertezas e textos que li nesse período. Não podemos deixar de aproveitar o hoje, pois o tempo passa muito rápido e o que fica são apenas lembranças.


Clipe e a música “Cor de Mel” estão lindos! Você pretende explorar mais essa sua outra faceta artística com outros trabalhos autorais?

Ah muito obrigada! Sim, eu pretendo explorar mais esse meu lado fonográfico e quem sabe conseguir lançar um EP. Ainda não sei quando, por conta dos próximos trabalhos, mas espero que seja em breve!

Créditos: Pino Gomes


Teatro musical, dublagem, cinema, música pop, TV: Apesar da pouca idade, você tem explorado diferentes vertentes artísticas. Quais as principais diferenças dessas áreas e, como você vê a versatilidade como um componente para a trajetória de um artista?

Costumo dizer que a versatilidade é tudo nesse meio e é exatamente o que eu procuro fazer. A arte está ao nosso redor em diferentes formas e eu amo poder realizá-las em distintas facetas. Cada área tem a sua particularidade e acredito que isso é o melhor de tudo; a mesma Marianna uma hora é apenas ouvida na dublagem, vista no teatro/tv/cinema e consegue musicalizar os seus sentimentos na música pop.


O ano de 2020 sem dúvida está sendo marcado pela pandemia. Para você, quais os desafios que o artista enfrenta hoje dentro desse cenário?

A pandemia afetou a todos e isso foi muito triste, mas costumo sempre tentar ver o lado positivo das coisas e, para mim, ser artista em 2020 é ter que se reinventar a cada minuto. É achar mil e uma formas de poder levar a sua arte e transformar a vida de uma pessoa. É às vezes se frustrar, mas não abaixar a cabeça porque amanhã é um novo dia.


E para o ano de 2021, quais são os novos projetos que você tem?

Como disse anteriormente, 2021 promete! Estou planejando montar “Valsa Nº6”, um monólogo de Nelson Rodrigues - a pandemia despertou esse meu lado “produtora” (risos) -, mas eu sempre tive uma paixão por esse texto e espero conseguir realizar esse sonho nos palcos. Junto a isso, estava fazendo as oficinas para a novela “Genêsis” da Record TV, que foi interrompida pela pandemia e agora estou esperando voltar, e também, quero muito conciliar tudo isso com essa minha nova fase de ser compositora.


Não deixe de conferir o single “Cor de Mel”