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Entrevista com Luiz Otavio Mota


Luiz Otávio Mota é ator, produtor, fotógrafo e filmmaker, além de ator e cantor de teatro Musical. Luiz também formado em Direito com uma carreira em Departamentos Comerciais de multinacionais. Sempre teve uma grande paixão por fotografia e por Teatro, em especial Teatro Musical e juntando essas paixões transformou isso em uma fonte de renda, se especializando em fotografia de peças e materiais para atores e também tem um canal sobre teatro musical no Youtube.


1. Como surgiu o seu interesse por trabalhar com fotografia? Desde pequeno eu gostava de mexer com câmeras de vídeo e foto e outras coisas do mundo audiovisual, mas com o tempo isso foi virando só um hobbie. Em 2014 eu comecei a mergulhar e muito do mergulho tem a ver com foto sub e foi com ela que comprei uma câmera boa de novo e voltei a fotografar, fazer cursos e outras formações inicialmente para fotos submarinas, e então o que no mergulho chamamos de “fotos secas” das viagens e uma coisa levou a outra e aqui estou.

2. Você decidiu voltar o seu trabalho mais especificamente para o teatro ou acabou indo para esse lado por acaso? Paralelamente a isso tudo eu sempre fui “do teatro”. Fiz musicais desde pequeno, fiz parte de grupos de teatro musical em inglês e alguns cursos, mas isso também sempre caia no lado de hobbie (sou uma pessoa de muitos hobbies risos). Fiquei um tempo afastado do teatro. Em meados de 2016, quando estava já trabalhando com fotografia como complemento de renda voltei a atuar e cantar, e então alguns amigos começaram a pedir que tirasse fotos dos espetáculos que eles faziam, vi ai uma oportunidade e comecei com esse serviço. Ao mesmo tempo comecei a participar de coletivas de imprensa de musicais para produzir material e criei um blog com uma amiga para postar um pouco disso, hoje uma página no Instagram, o @3sinalblog. Então respondendo à pergunta foi um pouco por acaso e um pouco proposital (como a maioria das coisas da vida né?!).

3. O teatro é marcante para o público pela emoção que ele causa por ser ao vivo, como é para você registrar essas emoções em imagens? Quais as maiores dificuldades? É exatamente por isso que gosto tanto de registrar peças. Eu acredito que fotos servem também para contar histórias e transmitir emoções e empacotar tudo isso em um frame de 35mm é muito desafiador e interessante para mim desde o registro até às escolhas de edição. Especificamente em teatro as maiores dificuldades pra mim são capturar os melhores ângulos sem interromper ou atrapalhar a performance tanto para atores quanto para o público, busco ser o mais “invisível” possível. Isso vai desde as escolhas de posicionamento até as câmeras e lentes que uso.

4. Qual trabalho relacionado ao teatro foi mais marcante para você e porquê? Para mim o mais marcante foi sem dúvida o ‘Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812’. Por vários motivos. Primeiro pela abertura e confiança que a Adriana Del Claro deu para o meu trabalho. Tive diversas oportunidades de registrar o espetáculo, com elenco principal, com covers, com todo mundo. Devo ter uns 30 gigas de material guardado. Segundo pela estrutura da peça fora do palco italiano tradicional que trazia novas dimensões para a captura de imagens para contar essa história. E por último, e como diz o clichê, longe de menos importante, porque todos os envolvidos desde a produção, atores, assessoria, fãs clubes como a Família Cometão eram incríveis.

5. Além dos espetáculos, você tem o seu estúdio, onde realiza ensaios com os clientes, e entre eles diversos atores. Quais as principais diferenças entre esses dois estilos de fotos? Existem tantas diferenças, mas a principal delas é direção. No estúdio a minha liberdade de criação é maior, lá eu monto a “história”, ao contrário de registrar um espetáculo que meu trabalho é mais “invisível”, no estúdio eu sou mais vocal em dirigir posicionamento do modelo, luz e todos os outros aspectos. Mas independente de meios diferentes o objetivo para mim é o mesmo, contar ou ajudar a contar uma história, mesmo que essa história seja simples como “esse sou eu e meu material para testes e audições”.

6. Qual espetáculo ou artistas você gostaria de ter a oportunidade de fotografar? Tenho a sorte de ter trabalhado e ainda trabalhar com ídolos que viram amigos e amigos que viram ídolos como Leo Neiva, Giulia Nadruz, Ana Luiza Ferreira, Luiza Lapa, Thiago Perticarri e o Dan Cabral, para citar alguns, então essa pergunta é um pouco complicada porque eu quero trabalhar com todos eles de novo e de novo em novos projetos, com novas caras e possibilidades. Já no lado espetáculos eu acredito que todo trabalho possa vir a ser especial, mas eu gosto muito de coisas diferentes, então quero muito por exemplo poder registrar a nova versão de Sweeney Todd que vem por aí!

7. Qual a importância para um ator e um espetáculo ter sempre boas fotos? Fotos sempre foram o cartão de visitas para todos, ainda mais no mundo do entretenimento. Hoje, com tanta tecnologia voltada para produção de conteúdo a necessidade cresceu muito. Porém junto com a disponibilidade que a tecnologia trouxe veio também a produção de material não tão bom e as fotos e vídeos bem produzidos tem um destaque muito maior.

8. Qual sua maior dica sobre fotografia? Olha se for para dar uma só que vale para fotógrafos e modelos é prestem atenção na luz. Esse é o aspecto mais importante da fotografia. Luz pode destacar ou estragar uma foto. Vai desde intensidade, direção, cor entre outros aspectos. Quem sabe mexer com a iluminação vai ter sempre boas fotos.

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