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Entrevista com Vitor Rocha


O jovem ator, escritor e dramaturgo Vitor Rocha conquistou um espaço especial no Teatro Musical Brasileiro com suas obras, chegando até mesmo ao cinema. Em março, seu espetáculo "Se Essa Lua Fosse Minha" precisou paralisar a temporada, por conta da quarentena, e nós conversamos com ele para saber o que esse tempo em casa acabou rendendo, confira:


Vitor, como foi ter que pausar todos os projetos por conta do Coronavírus?

A nossa decisão de interromper a temporada do “Se Essa Lua Fosse Minha” foi tomada antes dos decretos e do estado de emergência começar de fato e apesar de termos acabado de estrear eu sigo tranquilo de que foi a melhor coisa a se fazer. Foi frustrante ensaiar e ansiar a reestreia e parar depois das quatro primeiras sessões, mas não foi à toa.


Tem alguma novidade sobre o filme “O Mágico de Ó” que você já pode contar pra gente?

Durante a pandemia o filme está passando pela pós-produção, ou seja, os efeitos especiais, a coloração, a finalização da a trilha sonora, etc. E eu estou tendo o privilégio de acompanhar e participar de tudo isso. A única coisa que posso adiantar é que é um filme muito lindo. (E eu sei que sou suspeito, mas não posso negar.)


O seu musical “Se essa Lua Fosse Minha” tinha acabado de voltar, mas teve que pausar por conta da pandemia, vocês pretendem voltar quando a quarentena acabar?

Ainda é muito difícil dizer o que vai acontecer de fato quando tudo isso passar, então não estou carregando muitas pretensões comigo. Mas particularmente eu acho que merecemos essa segunda temporada sem interrupções, né?


Podemos esperar novas histórias de Vitor Rocha escritas durante a quarentena?

Um grande e empolgante “sim!” - e talvez essa referência só faça sentido quando eu puder contar para o Backstage Musical qual será uma dessas histórias. Eu estou escrevendo bastante durante o isolamento, só o que nos restou foi imaginar!


O que você tirou de bom de tudo o que aconteceu esse ano?

Acho que foi uma oportunidade que todos nós tivemos de parar por um minuto e analisar nossas escolhas e a forma como levamos nossa vida, nosso trabalho e nossas relações. Eu tirei pra mim que o nosso compromisso com o mundo e com o outro é bem maior do que eu imaginava ser. E isso vale para a minha arte também.


O que você conseguiu fazer durante a quarentena que em sua rotina normal não conseguiria?

Sem as correrias de ensaios e sessões eu finalmente encontrei tempo e perdi a desculpa de não conseguir cuidar mais da minha saúde. Me exercitar, comer melhor, descansar. A vida acontecer on-line me deu alguns intervalos que eu não tinha normalmente, sou muito grato por eles hoje.


Você e a Victoria Ariante estavam para lançar um projeto juntos, “A Máquina Maluca”, ele continua? Conte um pouco sobre ele pra nós?

Continua sim. Essa adaptação do livro da Ruth Rocha está sendo, inclusive, um dos trabalhos que estou fazendo durante a quarentena. É um projeto no qual eu acredito muito pela história e pelas pessoas envolvidas. Estou ansioso pra ver o que as crianças grandes e pequenas vão achar dessa versão nova da história do Maneco e do Professor Batista!


O que você mais quer fazer quando tudo isso acabar?

Contar uma história num palco pra uma plateia bem bonita! Trabalhar bastante, abraçar bastante e matar uma saudade muito pessoal: correr pro cinema com meus amigos e dividir um baldão de pipoca metade doce e metade salgada!

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