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Entrevista com Gigi Patta


A atriz e dubladora mirim, Gigi Patta, está atualmente no elenco infantil da mais nova produção do Atelier de Cultura, o musical "Billy Elliot", que vem emocionando o público desde a sua estreia. Apesar da pouca idade, Gigi já trabalha como "gente grande" e, entre seus principais trabalhos, estão a montagem de "A Noviça Rebelde" de 2018 e a dublagem da personagem Anabel Banks, do filme "O Retorno de Mary Poppins". Ela conversou com a gente sobre sua rotina de ensaios e sobre o processo para integrar o elenco da peça, confiram:


BM: Conte-nos um pouco sobre a sua personagem no musical Billy Elliot. GP: Susan Parks é uma aluna de Ballet da escola decadente da Sra. Wilkinson. Ela deseja ser uma grande bailarina, mas é ansiosa, dispersa e muito atrapalhada. Tem dificuldades de executar os passos de Ballet e isso a deixa bem engraçada. Mas ela é muito otimista e luta para dar o seu melhor (risos). Ela quer brilhar! E quem não quer?


BM: Como foi o processo de audições? GP: Participei de muitas fases. A primeira tivemos que enviar o currículo, fotos e vídeo cantando alguma música de musical. As outras fases foram presenciais e a final teve a presença dos nossos diretores estrangeiros. Fomos testadas pelo Ballet, Sapateado e os dois juntos com o canto. Foi muito difícil para mim. Eu estava sem praticar Ballet há alguns anos e precisei intensificar a prática das duas modalidades de dança com professores particulares.

BM: Quando você recebeu a notícia de que estava no elenco, qual foi a sua reação? GP: Felicidade total por conta desta conquista super difícil, apesar de ainda não entender a dimensão da responsabilidade de estar no elenco de Billy Elliot (vencedor de 10 Tony Awards, 10 Drama Desk entre outros prêmios). Isso sem contar a honra de ser dirigida pelo canadense Jonh Stefaniux e pelos coreógrafos britânicos Nikki Belsher e Barnaby Meredith (além dos diretores residentes: Floriano Nogueira, Daniel Rocha e coreógrafa residente Anelita Gallo).


BM: As Ballet Girls tem números de dança bem difíceis, como foi o processo de ensaio até chegar no resultado final? GP: Sim, os números são bem complexos e desafiadores. Existe a mistura do ballet russo com a desconstrução dos mesmos passos em muitos momentos (até porque precisamos saber o certo para fazer o errado). A nossa coreógrafa Nikki Belsher nos mostrou o que é “disciplina” se você quer atingir grandes resultados. Foram ensaios de muita dedicação e superação. Precisamos aumentar a nossa capacidade técnica e o condicionamento físico para atender aos números do espetáculo. No começo foi bem difícil por conta do cansaço e dores musculares. Me lembro que no primeiro dia, em 6 horas de ensaio de coreografia, fizemos apenas 1/oitavo de uma música (risos)!!! Nikki é muito exigente e perfeccionista (ainda bem!) e se alguma Ballet Girl errava um detalhe, todas tinham que reiniciar a coreografia e assim seguíamos! Nikki tornou-se uma grande referência para a minha vida e espero ter a oportunidade de trabalhar com ela novamente. O meu conhecimento em teatro musical cresceu absurdamente.

Foto: João Caldas

BM: Qual é a sua cena favorita?

GP: Hoje sou apaixonada por Billy Elliot. Este musical me completa pelo que é e pelas mensagens que ele passa para nós. Gosto de todas as cenas, em especial “Solidariedade” (Solidarity), em que eu participo, e “Dança da Fúria” (Angry Dance), protagonizado pelo Billy Elliot.


BM: A sua personagem tem um lado cômico, por ser destrambelhada e desajustada, como foi a criação dela e como está sendo interpretá-la? GP: Estou amando interpretar a Susan Parks e recebo direto mensagens de várias pessoas que me elogiam e se identificam com ela! Sempre tive a veia cômica, mas nunca tive a oportunidade de fazer um personagem com esta característica. Assim que recebi a personagem, busquei conhecer a Susan Parks de todas as montagens no mundo (através de vídeos postados na internet) e me inspirei em algumas. Durante os ensaios, sempre me perguntava: “A Susan conseguirá fazer esse passo da coreografia?”; “Se não conseguir, como ela o fará?”, e assim fui construindo e Jonh e Nikki foram me dando total autonomia nesta criação brasileira. Contei também com o meu coaching de interpretação Beto Sargentelli (que também está no elenco como irmão do Billy: Tony Elliot) para “dosar” as atitudes da Susan, para que não ficasse algo exagerado demais dentro das cenas. Hoje sinto-me realizada pelo reconhecimento do público e por ter conseguido transformá-la em destaque nas cenas da sua participação.


BM: Qual a sensação de estar no palco contando essa história? GP: Sensação maravilhosa e de realização. Billy Elliot é lindo e necessário para os dias de hoje. As suas mensagens são diretas para a nossa realidade. Precisamos de mais amor, solidariedade, tolerância e respeito com as diferenças das pessoas, além de que precisamos continuar acreditando nos nossos sonhos! Amo fazer parte desta história!


BM: O que você tem de igual e diferente com a sua personagem? GP: Acho que eu tenho muita semelhança com a personagem (risos)! Sou bem atrapalhada em algumas situações e distraída também! E continuo acreditando e ralando para alcançar os meus sonhos...


BM: Por que todo mundo tem que assistir Billy Elliot? GP: Billy Elliot é para toda a família. É intenso, real, emocionante e eletrizante. Ele é um misto de drama, comédia e com muitas coreografias (a maioria apresentada pelo elenco infantil). Te faz refletir sobre muitas situações da nossa vida! Imperdível! Nós esperamos por vocês!

Para conferir mais de perto o trabalho e as novidades sobre a Gigi, basta segui-la nas redes sociais, @gigipatta

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