Celebrando o Dia Mundial do Compositor

15/1/2019

Dia 15 de Janeiro é comemorado o Dia do Compositor. A data marca a fundação da Sociedade de Autores e Compositores do México no ano de 1945, no entanto apenas em 1983 é que a data passou a ser celebrada mundialmente. E pra quem é apaixonado por Teatro Musical essa data não pode passar em branco certo? Afinal, não existe musical sem quem ter quem componha as músicas que nos emocionam tanto. 
Então segue nossa listinha de com alguns dos compositores que fizeram e que tem feito a história no Teatro Musical:

 

Para entender das raízes da Broadway
Toda história tem um começo, não é? E a história do teatro musical americano, na Broadway, tem seu início no início do século XX. Embora a música já tenha sido inserida num contexto cênico desde a antiguidade, foi através do trabalho de compositores americanos como George M. Cohan que o que conhecemos como Teatro Musical hoje tomou forma.

 

Cohan e outros fizeram história na Tin Pan Alley americana, localidade em Nova Iorque onde estavam reunidas as principais publicadoras de músicas de Manhattan. Esse era o lugar onde as pessoas iam comprar partituras para serem tocadas dentro de casa. O local virou uma comunidade de troca entre os músicos e compositores e através do reconhecimento dentro desse “circuito Tin Pan Alley” que nomes como Irving Berlin e Cole Porter foram compondo seus primeiros trabalhos para Teatro. Berlin é o nome por trás de musicais como “Ziegfeld Follies”, “Yip Yip Yaphank”, “ Annie Get Your Gun”, “Holiday Inn” e “Top Hat (O Picolino). Já Cole Porter se consagrou como “Kiss Me Kate”, “Anything Goes”, “The Gay Divorcee” e “Broadway Melody of 1940”.

 

Vale também mencionar os irmãos George e Ira Gershwin, dupla de compositores responsáveis por “Lady, Be Good”, “Funny Face”, “Shall We Dance”, “Porgy and Bess”. Postumamente, algumas canções da dupla foram reorganizadas em novos musicais como “Crazy for You”, “An American in Paris” e “Antes Tarde do Que Nunca”.

 

Para celebrar o sucesso da Broadway
Uma vez que os musicais caíram no gosto do povo, as composições foram ganhando cada vez um estilo próprio. Enquanto as composições entre os anos 1910 -1935 buscavam influências no jazz e outros ritmos da época, aos poucos as trilhas sonoras dos musicais foram ganhando influências de novos gêneros musicais, crescendo em orquestração, e cada vez mais integrando recursos de dramaturgia dentro das canções, como falas e os chamados “dance breaks”. E quando se fala em estilo Broadway impossível não pensar nos sucessos da dupla Rodgers & Hammerstein II, os gênios responsáveis por “Oklahoma!”, “Cinderella”, “A Noviça Rebelde”, “Carrossel”, “South Pacific” e “O Rei e Eu”. Musicais clássicos, com orquestras complexas, letras bem boladas que tem atravessado gerações. Com a mesma pegada, temos também Leonard Bernstein, compositor de “West Side Story” e “On The Town”e também Jule Styne, compositor de “Funny Girl”, “Os Homens Preferem as Loiras” e “Gypsy”.

 

Também não podemos deixar de citar os célebres Kander & Ebb, dupla que marcou a história ao re-inserir o jazz no teatro musical a partir da década de 60. Muito associados com Liza Minelli e Chita Rivera, foram os responsáveis por “Chicago”, “Cabaret”, “O Beijo da Mulher Aranha”, o recente “The Visit”, além de serem os compositores por trás da icônica “New York New York”.


E vamos combinar, 9 em cada 10 amantes dos musicais conheceu esse mundo através dos musicais animados da Disney, cortesia de Alan Menken, que parceria com outros compositores (como Howard Ashman, Glenn Slater e David Zippel) compôs “A Bela e Fera”, “A Pequena Sereia”, “Hércules” e “Aladdin”. Além de sucessos da Broadway como “A Pequena Loja de Horrores”, “Mudança de Hábito”, “Newsies”. Já “O Corcunda de Notre Dame”, “Pocahontas” e “Encantada” foram trabalhos de Menken em parceria com Stephen Schwartz, que também foi compositor de “Pippin”, “Godspell”, “O Príncipe do Egito” e o grande blockbuster da Broadway “Wicked”.

 

Para entender da grande treta do Teatro Musical
Todo fã de teatro musical já se deparou com alguma comparação entre Lloyd Webber e Sondheim. Seja com uma pegada de humor ou uma discussão séria, não tem como não mencionar o marco que ambos compositores deixaram na história. Nascido em Nova Iorque, Stephen Sondheim é a talentosa mente por trás de “Company”, “Into the Woods”, “Sunday in the Park with George”, “Sweeney Todd” e “Follies”, além de ter colaborado em “West Side Story” e “Gypsy”. Com letras inteligentes, um estilo bem próprio de composição, temáticas peculiares, o compositor que foi mentoreado por Hammerstein II se tornou o compositor com maior número de Tony Awards (8 no total) além de 8 Grammy´s, Olivier e Pulitzer. 


Sondheim teve seu apogeu nos anos 80, mesma época em que o britânico Sir Andrew Lloyd Webber conquistou a West End e Broadway com sucessos como “Cats”, “O Fantasma da Ópera”, “Sunset Boulevard”, “Jesus Cristo Super Star” e “Evita” além do recente “School of Rock”. Musicais longos, com rica orquestração e divisão de vozes marcam sua obra, Webber conquistou o EGOT no ano passado, contando com 6 Tony Awards e 3 Grammys, além de conquistado (com “Fantasma”) a marca de musical há mais tempo em cartaz na Broadway. Indepedente de qual seja sua preferência, é inegável o legado de ambos!

 

Para ficar de olho na nova geração
Anos se passaram e a história do Teatro Musical continua sendo escrita pelas mãos de muitos artistas talentosos e inovadores, dentre os quais destacamos a parceria de Scott Wittman e Marc Shaiman responsáveis pela nova onda otimista trazida por “Hairspray”, além de “Catch Me If You Can”, “A Fantástica Fábrica de Chocolate” além das composições originais da série “SMASH”. A ousadia de Lin Manuel-Miranda, compositor de “In The Heights” e “Hamilton”, sucessos instantâneos que fizeram história na Broadway pela sua temática e utilização do hip hop em suas trilhas sonoras. Sem falar nos prodígios Pasek & Paul, compositores de “Dear Evan Hansen”, “La La Land”, “Dogfight” e “O Rei do Show” e “A Christmas Story”. São nomes que não dá pra não acompanhar de perto.

 

Pra se orgulhar do Brasil
Claro que não poderíamos deixar as composições nacionais de fora não é? Chico Buarque é o representante clássico com “Gota d’Água”, “Calabar”, “Ópera do Malandro”, “O Grande Circo Místico” e “Os Saltimbancos”. O maranhense Artur Azevedo foi o responsável por apresentar ao público brasileiro ao final do século XIV o teatro de revista em musicais como “O Rio de Janeiro em 1877”, “A Pele do Lobo” e “A Almanjarra”, além de ser um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e o grande incentivador da construção do Teatro municipal do Rio de Janeiro.


Recentemente, com novas produções autorais no cenário nacional Tauã Delmiro e Rodrigo Nogueira tem se destacado com canções nas trilhas de musicais como “O Primeiro Musical a Gente Nunca Esquece” e “VAMP”. Já o mineiro Vitor Rocha, após história com “Cargas d’Água” na última edição do prêmio Bibi Ferreira, já prepara novos projetos autorais.

 

Sabemos que a lista falta alguns nomes, como o breve, mas marcante talento de Jonathan Larson, ou o prestígio de Elton John. Mas a intenção é apontar aqueles nomes que todos temq eu conhecer pelo menos uma canção deles.... E aí, bora atualizar a playlist?

 

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