#Teatro: Doze Flores Amarelas

16/4/2018

 

 

A tradição internacional das óperas rock vem desde que o The Who compôs e montou “Tommy”, depois tivemos “The Wall”, do Pink Floyd, e até “American Idiot”, do Green Day, prometida para uma produção brasileira, tivemos também “Arthur” dos Kinks, “O Fantasma do Paraíso”, dirigido por Brian de Palma e “Jesus Christ Superstar”, de Andrew Lloyd Weber. No Brasil, a banda Titãs acaba de estrear a primeira Ópera Rock brasileira composta por uma banda de rock: “Doze Flores Amarelas".

 

O espetáculo de canções inéditas que narram uma história, teve a sua pré-estreia no Teatro Guaíra, no Festival de Teatro de Curitiba, e nesta semana o espetáculo teve a sua estreia na capital paulista no Sesc Pinheiros, teatro Paulo Autran.

 

Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto decidiram pelo formato e convidaram Hugo Possolo e Marcelo Rubens Paiva para reuniões criativas. Deste encontro surgiu o argumento, assinado pelos cinco. O tema da narrativa foi uma unanimidade. Nasceram das inquietações atuais, contemporâneas, como assédio, abuso, violência contra a mulher, aborto e tecnologia tóxica do mundo digital.

 

A inédita ópera rock dos Titãs, DOZE FLORES AMARELAS, conta a história de três Marias. Estudantes da faculdade, querendo diversão, consultam o aplicativo Facilitador para saber a melhor maneira para curtir uma festa. Na loucura desta noite de balada, Maria A, Maria B e Maria C são violentadas por cinco colegas, gerando consequências significativas na vida de todos. Reflexões, decisões e conflitos mostram as diferentes reações de cada uma delas. As três Marias consultam novamente o Facilitador sobre como devem proceder. Doze Flores Amarelas é um feitiço indicado para a vingança. Um dos jovens abusadores morre. As três Marias se questionam: será que teriam causado a morte do garoto? No enterro dele, as três Marias se percebem mais unidas e conscientes. Decidem se livrar do Facilitador, denunciar os abusadores e viver segundo suas próprias convicções, sem se submeter a convenções sociais nem a sugestões de oráculos, cibernéticos ou não.

 

Diferentemente de compor para um disco, os Titãs criaram músicas sobre temas muito diferentes entre si, o que deu uma liberdade autoral para o espetáculo. Entre as canções que compõem o repertório estão “A Festa”, “Me Estuprem” e, claro, “Doze Flores Amarelas”. São 25 canções inéditas dos Titãs, que se juntam aos guitarrista e baterista da banda, Beto Lee e Mario Fabre. Três cantoras/atrizes completam a linha de frente musical, Cyntia Mendes, Yas Werneck e a já conhecida dos musicais Corina Sabbas.

 

A ópera-rock dos Titãs, Doze flores amarelas, será gravada ao vivo, em cena, para edição de DVD previsto para chegar ao mercado entre julho e agosto deste ano de 2018. O registro audiovisual está agendado para 12 de maio, em apresentação no Teatro Opus, na cidade de São Paulo (SP).

Antes de gravar o DVD, a banda paulistana lança a trilha sonora do espetáculo – gravada em estúdio com produção musical de Rafael Ramos – em série de três EPs programados para chegar às plataformas digitais em 20 de abril, 27 de abril e 4 de maio em edições da gravadora Universal Music.

 

Cada EP apresenta as músicas de um dos três atos da ópera-rock, cujo libreto foi escrito por Hugo Possolo a partir de argumento desenvolvido pelo dramaturgo com o escritor Marcelo Rubens Paiva e com os músicos e compositores Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto – o trio remanescente da formação clássica dos Titãs.

 

Os EPs serão lançados de forma cronológica. Para o segundo semestre, além do DVD, está prevista a edição de álbum duplo com o integral registro de estúdio da trilha sonora de Doze flores amarelas. Narrada por Rita Lee, que diz textos que costuram a trama com as músicas, a ópera-rock dos Titãs dramatiza 25 composições inéditas ao longo dos três atos do espetáculo.

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