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BarbarIdade: A Velhice que Tenta Inovar


Em meio à biografias ou emaranhado de músicas de uma época específica, é sempre bom que surja uma história com contornos originais de dramaturgia e com narrativa diferenciada, não é mesmo? Saber um pouco mais da vida de algum ícone de nossa cultura, aprender sobre a história do país durante um espetáculo sobre futebol, ou até mesmo sobre festas regionais, acabou se tornando algo corriqueiro nos palcos do Brasil. A Aventura Entretenimento, de Luiz Calainho, Aniela Jordan e Fernando Campos traz então algo potencialmente diferente desses gêneros citados.

Em “BarbarIdade”, dirigido por José Lavigne, há um pouco dessa novidade. Um musical sobre a velhice, baseado em texto de três “velhos”, como gostam de ser chamados, escritores brasileiros, renomados pelo seu senso de humor e maneira como escrevem: são eles Ziraldo, Zuenir Ventura e Luís Fernando Veríssimo. Com uma história que faz uma mistura de realismo fantástico e questionamentos sobre essa tal melhor idade, o texto que também tem a mão de Rodrigo Nogueira, apesar de perder ritmo em certos momentos que se estendem demais, compensa pelo carisma e simpatia não só dos atores em cenas, mas ao rir de suas próprias dificuldades com a chegada da velhice.

Suzana Vieira vem à frente como Daniela, uma produtora mandona, que trata seus assistentes com total desprezo, e que planeja produzir um musical. Para isso, ela e seu amigo vivido por Guilherme Leme Garcia, contratam três escritores renomados. Esses são vividos brilhantemente por Osmar Prado, Edwin Luisi e Marcos Oliveira. O problema é que apesar de velhos, eles não sabem muito sobre essa fase e também não escrevem nada há anos. Apenas sabem o óbvio, como reclamações sobre dores, divagações, e comportamentos aceitos devido a elevada idade: de resto, são completamente inexperientes nessa fase. É nesse impasse que surge ninguém a menos que Matusalém (Thaís Belchior, que também vive a assistente de Daniela, rouba a cena), o personagem mais velho da Bíblia. “Matu” primeiro os faz envelhecer trinta anos e depois, os torna mais jovens, querendo que assim, eles possam fazer o balanço sobre as diferenças dessas épocas.

Sem se aprofundar muito ao que parece pretender mostrar, BarbarIdade se mostra um musical bom e muito divertido. Com canções originais, entrelaçadas com paródias, medleys, e uma sequência somente com as mais belas canções de Frank Sinatra, torna-se gostoso assistir à uma história onde os protagonistas são ido...digo, velhos. Suzana Vieira parece estar interpretando a si mesma o palco, o que deixa as suas cenas ainda mais engraçadas. Ela chega fazer citações de frases polêmicas suas, principalmente a tão famosa “Não tenho paciência para gente que está começando...”. o trio principal também é um show a parte, ressaltando que Osmar Prado é o que mais se destaca, talvez por ser o personagem com um passado melhor desenvolvido na história.

Sem grandes cenários, e contando com uma direção bem “livre”, de Alonso Barros, é um espetáculo que não vai te fazer refletir tanto, mas que vai te fazer sair do teatro com um sorrisinho no canto da boca, e assobiando a canção tema “Ser Velhinho” composta pelo filho de Veríssimo, Pedro.

SERVIÇOS:

"BarbarIdade"

Temporada até dia 14 de Junho

Teatro Oi Casa Grande (Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon)

Dias e horários: 5ª a sábado, às 21h e Domingo, às 19h.

Duração: 2h |Classificação etária: Livre

Preços:

5ª: R$ 60 (balcão setor 3); R$ 80 (balcão setor 2); R$ 130 (plateia setor 1) e R$ 160 (plateia VIP e camarote).

6ª: R$ 70 (balcão setor 3); R$ 100 (balcão setor 2); R$ 140 (plateia setor 1) e R$ 170 (plateia VIP e camarote).

Sábado e Domingo: R$ 80 (balcão setor 3); R$ 110 (balcão setor 2); R$ 160 (plateia setor 1) e R$ 190 (plateia VIP e camarote).

Ingressos: Site ingresso.com ou pelo Telefone: (21) 2511-0800

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