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Para Relembrar: Sítio do Picapau Amarelo - o Musical

Marmelada de banana, bananada de goiaba, goiabada de marmelo... ♪

Quem é que nunca ouviu ou cantou a música tema de uma das maiores obras da literatura infantil brasileira? Mas vocês sabiam que o Sítio do Picapau Amarelo já teve sua versão musical para os palcos? Hoje, no Dia Nacional do Livro Infantil, o Backstage Musical volta no tempo, com muito Pó de Pirlimpimpim, para relembrar o espetáculo, baseado nas histórias de Monteiro Lobato.



O Dia Nacional do Livro Infantil foi criado em 2002, para celebrar a literatura infantil nacional, e o dia escolhido foi 18 abril. Isso porque nesse dia também se comemora o nascimento de Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil brasileira. Sua principal obra, "Sítio do Picapau Amarelo", é uma série de 23 volumes, escrita entre 1920 e 1947. O cenário principal, ao primeiro olhar, parece um simples sítio, mas com muita imaginação tudo se transfora num mundo mágico, onde contos de fadas e folclore se misturam e as crianças Narizinho e Pedrinho, acompanhados pela boneca de pano Emília, vivem grandes aventuras. Ao longos dos anos, o sucesso das histórias não se limitou somente às páginas, surgiram adaptações para a TV, nos 50, 70, 80 e 2000, se tornaram histórias em quadrinhos e, é claro, foram contadas no teatro!


Em 2008, 'SÍTIO DO PICAPAU AMARELO - O MUSICAL' estreou em São Paulo, no Teatro Procópio Ferreira, com direção de Roberto Talma, que já havia dirigido o programa infantil na TV Globo, em 2001. O espetáculo contava com 18 atores atuando em grandes cenários, com projeções de vídeo, efeitos de luz e som e até voos cênicos. Entre as 13 canções, sete eram originais das melhores temporadas do programa na Globo e as outras seis foram compostas por André Abujamra, com letras de Flavio de Souza. Em 2009 a peça estreou no Teatro Oi Casagrande, no Rio de Janeiro, e chegou a se apresentar por vários lugares do Brasil.


No palco, Emília, Dona Benta, Narizinho, Pedrinho, Visconde de Sabugosa e Tia Nastácia recebiam a companhia de personagens de outros contos infantis. Cuca e os piratas comandados pelo Capitão Gancho eram os vilões. Entre o elenco, figurinhas carimbadas do teatro musical ajudaram a contar a história que vem atravessando gerações: Rodrigo Miallaret (SP) e Tony Germano (RJ) viveram Visconde de Sabugosa, o sabugo de milho mais inteligente do mundo. A bruxa Cuca, que sempre atormentava a turminha do Sítio, foi interpretada por Mariana Barros (SP) e Carla Vazquez (RJ). Completando o time, também passaram pelo elenco Fernando Marianno (Burro Falante), Arthur Berges (Pequeno Polegar e Peter Pan), Arízio Magalhães (Dr. Caramujo e Capitão Gancho) e Vinícius de Loiola (Pinocchio e Smee).

E se você pensou que estávamos esquecendo da Marquesa de Rabicó, se enganou, é o "bóvio"! A bonequinha de pano tão querida pelo público foi interpretada por Mariana Elisabetsky, que conversou com a gente para contar um pouco sobre o trabalho:


"Eu considero que fazer esse papel foi realmente um presente! Uma curiosidade interessante foi que eu fui chamada pra fazer teste pra Narizinho, estava preparadíssima, sabia todo o texto e quando subi no palco, no meio do teste o Roberto Talma gritou: para, para, você não é a Narizinho, você é a Emília!" relembra a atriz, que confessou ter adorado a mudança, pois queria fazer o papel de Emília.


Ao voltar para o teste da boneca, ela decorou o texto enquanto as outras candidatas se apresentavam: "... o texto era super difícil, porque era a cena da pílula falante, que é a cena que ela desembesta a falar e fala tudo errado, tudo ao contrário. Mas fui lá, o que eu tinha decorado eu fiz, o resto eu improvisei, e deu super certo".


A atriz ainda relembra que considerou um desafio atuar como a bonequinha de pano feito com uma saia antiga da Tia Nastácia: "eu queria de alguma forma mostrar essa moleza no corpo, essa elasticidade. Eu também era mais alta que a Ana Paula Grande, que fazia a Narizinho, então busquei achar uma postura para ficar menorzinha que ela."


Ainda sobre a Emília, ela completa com carinho "foi uma experiência muito especial, um dos papeis que não vou esquecer nunca, é muito bom estar lembrando dele hoje!". E como uma curiosidade bônus, ela nos contou que voltou a viver a personagem mais duas vezes, como convidada em apresentações do Projeto Aprendiz de Maestro, da Sala São Paulo.