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Entrevista com Sara Chaves, a Graciela de Mundaréu de Mim.



Aos 24 anos Sara é filha de pais artistas e cresceu sabendo que também queria ser artista. Atriz, cantora e bailarina, Sara já coleciona alguns musicais no currículo, “Mamma Mia”, “Alice No País da Internet”, com Heloísa Périssé e “O Despertar da Primavera”, já foi backing vocal do “The Voice Kids” (TV Globo) e recentemente deu vida a protagonista Graciela, do sucesso que esteve em cartaz no Parque da Água Branca no último mês e teve 6 indicações no Prêmio Destaque Imprensa Digital, de Vitor Rocha, “Mundaréu de Mim”.

Sara deu vida a uma garota de 10 anos que sonha em conhecer o carnaval e acaba descobrindo sobre sua história de vida.


Sara, você sempre quis ser atriz?


O interesse por teatro foi desde a infância! Sempre tive uma certeza muito concreta no coração que queria ser atriz, que o caminho seria longo mas que daria certo. Quando criança, vulgo com uns 6 anos de idade, já fazia aulas de ballet clássico em São Gonçalo/RJ, cantava na igreja e participava de peças na escola. Acho que a arte já nasceu em mim (por influência dos meus pais também) e busquei as formas possíveis de estudar e me aprimorar para chegar aos meus objetivos. E esse estudo é pra vida toda.


Como você entrou para o Teatro Musical?


Meu primeiro trabalho na área de teatro musical profissionalmente foi com 17/18 anos com o espetáculo "Alice no País da Internet". Já tinha feito cursos de ballet, teatro e canto em várias escolas do Rio de Janeiro, como no "O Tablado", e era o meu primeiro ano na faculdade de artes cênicas da CAL (Casa de Artes de Laranjeiras). Fui indicada por minha professora de canto Fátima Regina para fazer audição para esse musical e passei. Aprendi muito com todos os profissionais, tive bagagem e currículo para fazer outras audições e jobs. Porém, acredito que realmente entrei para o mercado dos musicais com "O Despertar da Primavera", da Moeller e Botelho, em 2019, que audicionei sem conhecer ninguém da banca, acreditando não ter chances para ser aprovada e foi uma surpresa muito positiva estar no elenco desse musical que já era muito apaixonada (e ainda sou).


Como foi o processo de Mundaréu?


S: Foi um desafio maravilhoso e um processo diferente de tudo que já vivi profissionalmente. Começamos os ensaios sem sabermos os personagens e sem ter o texto em mãos. Passamos o primeiro mês de ensaio investigando o corpo, ossos, articulações, entendendo a linguagem do musical, experimentando possibilidades múltiplas. A direção e linguagem da Duda Maia vem muito do trabalho de corpo, ação física e ela não queria que, nós, atores, desenvolvêssemos vozes, jeitos e corpos distintos dos nossos. Ela trabalhou primeiro com o que tínhamos, quem éramos em cena, nossos ossos líquidos e, assim, iam surgindo os personagens. Ensaiamos no segundo mês já com o cenário em um galpão, com os personagens definidos, se enredando e levantando esse Mundaréu.


O que você e a Graciela tem em comum?


A Graciela me fez revisitar a infância, florecer a minha criança interior, talvez porque já fui essa menina um dia. Há muitas semelhanças entre nós duas. Somos duas meninas curiosas, sonhadoras, destemidas, que correm atrás do que mais almejam. Porém, nunca fugi de casa com 10 anos para alcançar algum objetivo rs


Como foi quando você descobriu que seria protagonista do maior espetáculo brasileiro ao ar livre?


Confesso que, de primeira, fiquei sem reação! Foi um misto de sentimentos: felicidade de poder contar essa história para um mundaréu de gente, gratidão pela oportunidade, ansiedade pela dimensão do projeto, mas principalmente, um nervoso enorme. O protagonismo vem com uma grande responsabilidade, seja nos ensaios e/ou nas apresentações. Acho que nós [atores] estudamos tanto para todos os papéis possíveis e quando chega esse momento de um destaque maior, às vezes nem sabemos como reagir.


E como tem sido se apresentar para um mundaréu de gente todo fim de semana?


É lindo ver uma multidão de pessoas interessadas por essa história, sedentas por serem atravessadas por esse enredo (que se enreda), sedentas por teatro. De fato, me sinto na avenida de carnaval. É uma energia tão boa que chega no palco, de gente que ri, chora, lembra da saudade de alguém. A repercussão e feedbacks no final de cada sessão também são incríveis. Mundaréu já está sendo uma saudade daquelas que aperta lá no fundo do peito.

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