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Bruno Souza fala sobre as produções da Palavra e Som



A Palavra e Som é uma produtora cultural do ABC Paulista, comandada por Bruno Souza, que durante a pandemia percorreu mais de 9 estados, realizou mais de 30 sessões e atingiu um público de mais de 100 mil pessoas com apresentação em Drive- in. Empregando diretamente mais de 40 pessoas durante esse período, entre técnicos, atores, camareiras e costureiras.


O novo espetáculo da produtora, "A Bela e a Fera", está em cartaz no Teatro Liberdade, em São Paulo, e nós batemos um papo com o Bruno para saber mais sobre esse trabalho, confira:


Como surgiu a Palavra e Som?

De início era uma produtora voltada a shows e eventos adultos, produzimos Ana Carolina, Angela Rorô, Izabela Tavianni, Ricky Vallen e Elza Soares.


Como é a sua história com o Teatro Musical?

Sou ator por formação técnica, graduado em Educação Artística e habilitação em artes cênicas, com especialidade em arte-educação. Conheci o teatro musical aos 13 anos, levado a Casa de Artes OperÀria por Dani Calabresa, na época dos princípios do teatro musical em São Paulo, dali vem todo o meu primeiro contato com essa vertente, que de certa forma já fazia parte da minha vida, já era estudante de piano e sapateado americano, aliás, a única coisa que sei dançar até hoje. (risos). Morei em Buenos Aires pra estudar teatro musical em uma escola do bairro de San Telmo, retornei ao Brasil e atuei em três produções do Billy Bond: Cinderella, Branca de Neve e A Bela e a Fera, que também fez uma turnê pelo Chile. O Billy, percursor do teatro musical no Brasil, foi a minha tese de TCC, só que na prática. (risos) Inclusive o próprio que deu os meus primeiros passos na produção de teatro, que naquele momento, era chamado de “pauteiro”. E desde então eu comecei a produzir musicais.


Vocês já produziram diversos clássicos, como é ver a plateia encontrando a magia de um clássico no palco?

Trabalhar com a linha do Family Show não é tão simples como parece, precisa de enredo pro adulto que acompanha a criança e precisa do lúdico pra prender a criança por 1h30 sentada na poltrona do teatro.


A Palavra e Som não parou na pandemia, quais foram as maiores dificuldades?

Produzimos mais de quatro produtos infantis durante a pandemia, com a demanda de show em Drive-in. Percorremos as principais capitas e subimos ao palco do maior Drive-in construído no Brasil, idealizado pelo produtor e empresário João Maione. Ao todo, mais de 40 apresentações por todo o Brasil, com estimativa de público em torno de 180 mil pessoas. Empregamos no pico da pandemia mais de 30 artistas, técnicos, camareiras, costureiras, peruqueiro, maestro, músicos e equipe criativa, sem QUALQUER incentivo do governo. A Palavra e som não foi beneficiada por nenhuma lei emergencial, foi na raça e no crédito pessoal do banco mesmo.


Como é estar de volta ao palco mesmo com todos os problemas que ainda enfrentamos?

A sensação é mista, de medo, insegurança pelo dia de amanhã, pelo lucro ou prejuízo... A busca incessante por veículos de mídia que nos ajude na divulgação do produto pra alavancar as vendas da bilheteria... O “estar de volta” envolve muitas sensações, ficaria horas escrevendo sobre elas.


O que podemos esperar e novidades da Palavra e Som?

Temos uma grande cartada na mão pro segundo semestre, ainda segue em sigilo com os autores e colaboradores do projeto e com a emissora envolvida.


Qual espetáculo você sonha em fazer?

O meu sonho é continuar fazendo teatro, produzindo, gerando renda, emprego e oportunidades, não tenho apego a nenhum texto em específico, tenho apego em continuar fazendo teatro e levando arte com acessibilidade a quem realmente precisa ter acesso a cultura. Na estreia da “A Bela e a Fera – Um Musical” no teatro liberdade, mais de 200 crianças foram beneficiadas pelas ongs com acesso ao show, eu não faço receita com isso, mas faço formação de plateia, crio futuros expectadores de teatro.


Porque todos precisam assistir A Bela e a Fera?

“A Bela e a Fera” toca todas as idades e faz realmente lembrar, sempre, que a aparência nunca é o que temos a oferecer. O olhar tem que vir de dentro, o amor, afeto e carinho não pode valer mais do que o que sai do coração.

Um beijo em todos, e os espero vocês no Teatro Liberdade, e quem não tiver condições de adquirir ingressos de nenhum setor a venda, entre em contato com a produção que informamos as ongs que estão fazendo o acesso a democratização a cultura.