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Entrevista com Cauã Martins


Com apenas 15 anos, o ator Cauã Martins já carrega um currículo extenso. Integrou o elenco dos filmes "Morto Não Fala", "Sobre Rodas" e "Bingo", onde interpretou o filho do personagem título, e mais recentemente fez Titi em "Laços - Turma da Mônica". No teatro, interpretou Chaplin criança, em "Chaplin - O Musical" e Simba criança, na montagem brasileira de "O Rei Leão – Musical, O Marco da Broadway". Conversamos com o Cauã para saber mais sobre ele, como tem sido esse ano de pandemia e quais os planos futuros para a carreira.

Cauã, você começou muito cedo na vida artística. Como você começou? E como chegou até o elenco de ‘Escola de Gênios’?

Comecei na área de comercias e propagandas, mas a transição para o teatro foi quando eu entrei na Casa de Artes Operária e fiz teste para o musical do "O Rei Leão" e foi assim que tudo começou... Entrei no elenco da "Escola de Gênios" depois de passar por bastante testes, uma curiosidade é que eu não fiz teste apenas para o Otto, mas para outros personagens também.

Você esteve no elenco de grandes musicais, filmes brasileiros e séries. Qual a grande diferença do Teatro, TV e Cinema?

A grande diferença do teatro é a presença da plateia que transforma o ator, e aquele frio na barriga de sempre entrar no palco para fazer uma peça para um público diferente. Na TV o que mais me encanta é a construção do personagem onde ao longo dos episódios você vai se transformando, sem contar a riqueza da história. E no cinema é a intensidade do projeto que nos faz ir até os limites da atuação.

A quarentena exigiu um isolamento social, o que nos fez ficar mais tempo em casa, o que você conseguiu fazer que não conseguia há muito tempo?

Acho que o principal foi encontrar novas atividades para fazer, como começar a montar quebra-cabeças com a minha mãe, e também passar esse tempo com a família, mas o melhor com certeza foi botar algumas séries e filmes em dia.

‘Escola de Gênios’ já está em sua 5ª temporada, quais as maiores mudanças e aprendizados que o Otto e o Cauã tiveram nesse tempo?

Eu acho que eu e o Otto somos muito parecidos e por poder interpreta-lo por tanto tempo nós mudamos juntos, mas com certeza as maiores lições que aprendemos foram que mudar é necessário e que para deixar os outros felizes primeiro é preciso estar feliz com você mesmo.

Como é a experiencia de ter a chance de continuar fazendo e crescendo com um mesmo personagem por tantos anos, como com o Otto?

A experiência é incrível! Como um ator é muito gratificante viver por tanto tempo o mesmo personagem e ir construindo-o ao longo do tempo, o que me deixa muito feliz é assistir as primeiras temporadas e assistir as mais recentes e ver essa mudança.

Mesmo com pouca idade, você já conquistou muita coisa na sua carreira. Tem algo novo que você ainda sonha em fazer?

Eu tenho sonho de entrar em várias outras áreas da arte, porque sou fascinado nisso, alguns dos meus sonhos é poder começar uma carreira como diretor e roteirista, e outra área que eu gosto muito é a das histórias em quadrinho, então quem sabe escrever o meu próprio quadrinho.

Você viveu Chaplin criança em "Chaplin, o Musical", como foi a experiência de ajudar a contar a história de um ícone do cinema?

Quando eu estava no processo de preparação para a peça eu me aprofundei muito na história do Chaplin, então eu comecei a ver os filmes e pesquisar mais sobre a história dele e foi aí que ele virou um ídolo pra mim e poder ter contado a história do Chaplin foi sensacional e me marcou muito, foi quase como se eu fosse parte da história.

Você ainda tem vontade de voltar para o palco? Qual musical tem muita vontade de fazer?

Eu sou apaixonado por teatro e teatro musical, então sim eu tenho muita vontade de voltar aos palcos. Um musical que eu acho muito divertido e que eu adoraria participar seria ‘Alladin’, com certeza.

Qual seu maior sonho como ator? Quer seguir no mundo artístico sempre?

O meu maior sonho como ator é poder atuar em filmes grandes e de renome e também realizar um sonho que é participar de um filme de super-heróis. Quero continuar nesse mundo artístico, mas quero poder trabalhar não só com atuação mas com outras áreas, como a direção.

Estaremos aqui torcendo Cauã!

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