Anfiteatro on-line com Victoria Ariante

1/7/2020

Victoria Ariante é atriz, bailarina e diretora, graduada em artes cênicas pela Escola Superior de Artes Célia Helena e em teatro musical pela 4Act Performing Arts, com passagem pela Escola Livre de Teatro de Santos. Atualmente, na cidade, dirige o grupo Trama - Teatro Musical, da Escola de Ballet Lúcia Millás. Na capital, dentre seus trabalhos mais recentes, destacam-se a direção do espetáculo ‘Se Essa Lua Fosse Minha’, com indicações como melhor direção pelo portal Broadway World e melhor musical pelo prêmio Bibi Ferreira de 2019. É diretora associada de ‘Out of Water - A Brazilian Pocket Musical’, em Londres e foi assistente de direção de ‘Cargas D’água - Um Musical de Bolso’, o qual também foi swing feminina e diretora de movimento. Foi também preparadora de elenco de ‘Pluft, o Fantasminha’, da Cia. Vila Teatro, contemplado pelo Circuito Cultural Usiminas - Série Espetáculos Didáticos. Vic está em fase de produção da montagem do espetáculo “A Máquina Maluca”, baseado no livro homônimo de Ruth Rocha, que devido a pandemia do Covid-19, ainda não tem data confirmada para a estreia em São Paulo. Mas já é possível acompanhar no instagram @amaquinamaluca.

Neste período de pandemia, Vic lançou o projeto Anfiteatro, que consiste em lives no Instagram a fim de debater aspectos do teatro e das artes em geral frente ao momento de isolamento. Dentre os convidados que já participaram, estão Duda Maia, diretora do espetáculo “Elza”, os atores e músicos Renato Luciano e Eduardo Rios, ambos integrantes da Cia. Barca dos Corações Partidos e Letícia Soares, protagonista do musical “A Cor Púrpura”. 

 

- Conta pra gente, o que são as lives “Anfiteatro”?

Anfiteatro é um projeto que consiste na realização de lives executadas semanalmente no meu perfil do instagram (@victoriaariante), sempre às quartas, 21h. A duração varia entre 1h e 2h mediante o convidado e é organizada a partir da trajetória do artista, visando sua formação, sua relação com a arte, seus trabalhos mais relevantes e seu movimento artístico durante o isolamento.

 

- Como e porque você escolheu esse nome?

Após idealizar o projeto, percebi que era importante dar um nome, já que seria realizado frequentemente. Por se tratar do fomento ao teatro e às artes, gostaria que fosse um termo significativo. Daí então, surgiu o “anfiteatro”: palavra originada do grego amphiteatron e que, somado ao ponto de vista arquitetônico, é a fusão de dois teatros, formando uma estrutura esférica.

 

- Como surgiu a ideia dessas lives?

Ao interromper a temporada de “Se Essa Lua Fosse Minha” por conta da pandemia de COVID-19, percebi que o consumo de arte se fez ainda mais presente. Quando a quarentena passou a durar mais do que o esperado, senti necessidade de falar sobre teatro e partilhar com aqueles que me seguiam. Então, fiz uma lista de possíveis artistas convidados, partindo do pressuposto de que deveriam ser indivíduos que me inspiravam e me geravam admiração.

 

- Como você escolhe os convidados?

Assim como disse acima, penso em artistas que me inspiram e em quem admiro, tendo já trabalhado junto ou não. Daí então, faço pesquisas em suas trajetórias para conduzir a live através de perguntas pouco realizadas e até mesmo curiosidades que a grande maioria dos espectadores não sabiam. Também escolho artistas que pensem na arte para além do entretenimento, que tenham desdobramentos em seu ofício, seja através de sua própria carreira ou até mesmo do que vêm desenvolvendo durante o isolamento. E ainda: busco convidados que atuem em diferentes funções, ampliando as possibilidades de diálogo e de público.

 

- O que podemos esperar para as próximas lives?

Para as lives que se seguem, virão convidados que têm atuações em espaços para além do teatro musical, que dirigem e coreografam em outros países, que trabalham em outros veículos de comunicação, que integram relevantes coletivos da cena teatral, além de sugestões dos próprios espectadores.

 

- Esse é um projeto que você pretende seguir após a pandemia?

Ainda não sei responder isto. O desejo se materializou em ação e tem inspirado pessoas que nem conheço, o que é um retorno muito positivo. Mas como ainda está no início e o contexto não parece nos dar perspectiva de prazo, ainda não sei como será!

 

- Porque todos devem ver as suas lives?

Ah! Qualquer resposta que seja parecerá bastante vaidosa, né? Mas o “Anfiteatro” surgiu para ser (mais) um espaço para debater as manifestações artísticas, os processos de criação e os caminhos percorridos pelos artistas. E, para quem gosta de teatro, estes são temas que nos interessam e nos instigam. Além disso, na parte final de cada live, são respondidas questões feitas pelos próprios espectadores, estreitando ainda as relações entre os presentes.

 

As lives estão ocorrendo semanalmente, seguindo o conceito etimológico da palavra anfiteatro, onde os espectadores ficam dispostos em ambos os lados do palco. Desta vez, adaptando-se à tecnologia e às condições geradas pela quarentena, Victoria recebe um convidado online, onde conversam sobre teatro e arte. As lives ocorrem toda quarta-feira, às 21h, pelo Instagram @victoriaariante e ficam disponibilizadas posteriormente no mesmo perfil. 

Please reload