#Entrevista Arthur Berges

6/6/2018

 Conversamos com o super Arthur Berges, menino de talento e simpatia enormes, que tem um extenso currículo no teatro. Começou sua carreira com espetáculo "O Poeta e as Andorinhas" de Paulo Ribeiro, o musical "O Sitio do Pica Pau Amarelo", o espetáculo "Piramo e Tisbe" de Vladimir Cappela,  "A Sessao da Tarde" , Lado B" e "Se Essa Rua Fosse Minha" no qual foi indicado ao premio de melhor ator FENSA Coca Cola 2011. Fez também,  "Um Violinista no Telhado" de Charles Moeller e Claudio Botelho, "Godspell - O Musical", no papel de Judas, "As Damas de Paus", "Os Dez Mandamentos", "Chaplin - O Musical", "Coisas de Meninos", "Rent" e também "Urinal", e "Senhor das Moscas" com direção de Zé Henrique de Paula. Atualmente está de volta em "Chaplin, O Musical".

 

 

Backstage: Arthur, quando você decidiu que queria ser ator?

Arthur: Comecei muito cedo na verdade...quando eu tinha uns 10 ou 11 anos, minha professora de educação artística me convidou para ser um personagem em um exercício teatral. E ali, meu encantamento pelo teatro começou. A partir daquele dia participei de todos os espetáculos da escola até minha formatura. Em seguida comecei a estudar e atuar no teatro profissional. Então, posso dizer que quis ser ator com 11 anos.

 

Backstage: Qual a sua formação, o que você já estudou?

Arthur: Eu sou formado na escola de atores INDAC. Mas passei por outros cursos como a faculdade Anhembi Morumbi no curso de Teatro e na Escola de Arte Dramática da USP (EAD).
Estudei violão durante 5 anos em conservatório musical e mais 3 anos de violão clássico.

 

Backstage: Como foi ser escolhido para fazer parte de Chaplin O Musical ?

Arthur: Foi um processo muito intenso e específico. As audições duraram por volta de três dias e fomos testados em canto, dança e improvisação. 
Mas uma coisa que me chamou atenção, foi que tivemos um teste muito específico corporal. A equipe criativa queria um corpo que representasse a atmosfera do cinema de Charlie Chaplin, assim fomos conduzidos à criar as personalidades e símbolos do cinema mudo. Foi muito legal.

 

Backstage: De todos os musicais que já fez, tem algum que foi o mais desafiador?

Arthur: Cada musical ou espetáculo, exige algo diferente do artista que nele esta inserido. Portanto, cada novo espetáculo é um novo desafio. Mas, eu fiz um espetáculo em 2011 que se chamava "Se Essa Rua Fosse Minha" da CIA de Teatro Rock, que certamente foi um dos mais desafiadores que já fiz. O espetáculo era uma adaptação de Romeu e Julieta contextualizado na ditadura de 1968. Contando a história dos conflitos entre os estudantes da USP e do Mackenzie na rua Maria Antônia e realçando o amor impossível entre dois adolescentes que estudavam em escolas rivais. 
Esse espetáculo sempre terá um lugar valioso na minha memória.

 

Backstage: Tem algum musical/papel que você tem muita vontade de fazer?

Arthur: Sim...vários!
Hahaha
Mas, um dos musicais que eu adoraria fazer é a "Ópera do Malandro" de Chico Buarque de Holanda. E como eu não sou bobo nem nada eu queria muito poder interpretar a Geni, que na minha opinião, é um dos personagens mais complexos e desafiadores do teatro brasileiro.

 

Backstage: Como você se prepara para os seus papéis?

Arthur: Cada espetáculo tem um processo único e eu aprendi, nos meus dez anos de carreira, que meu processo de criação fica completamente a mercê da atmosfera do espetáculo. 
Não sigo uma fórmula, mas sempre envolve muito estudo do texto e das suas referências e um mergulho profundo no universo do espetáculo. Quanto mais informações sobre o assunto, melhor.

 

Backstage: Qual a melhor parte de fazer musicais?

Arthur: Acho que a melhor parte é sair de casa para fazer aquilo que você escolheu ser. Fazer aquilo que você ama.

 

Backstage: Como você se imagina no futuro?

Arthur: Não sei dizer como será o meu futuro, mas posso afirmar que quero estar cercado de pessoas que querem fazer um teatro verdadeiro. Quero estar próximo de pessoas que acreditam que arte é o combustível da vida.

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

 

 

 

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