5 Filmes Musicais Para Ver com o Mozão

22/3/2017

 

 

Por trás das cortinas, entre quatro paredes vale tudo, correto? Mas e se numa dessas noites frias, de chuva, em que a única solução seria ver um filmezinho na TV, seu par escolhe um musical? Sim, Aquele gênero que tanto divide opiniões (“La La Land” tá aí pra confirmar!). Aquele gênero que aos poucos tá voltando (Se já num voltou ?!) para os cinemas. E se o outro não curte esse tipo de filme?


Calma! O Backstage Musical separou 5 FILMES MUSICAIS que vão fazer seu mozão repensar se curte ou não o gênero que tá dominando o mundo!

 

1. HAIRSPRAY – Em Busca da Fama (“Hairspray”, 2007):

Sabe aqueles musicais que você assiste com um sorrisinho besta no rosto? Que quando nota, seus pés estão batendo sozinho, e seu corpo tá balançando sem quere\? Pois esse filme é o também divisor de opiniões “Hairspray – Em Busca da Fama”, de 2007, dirigido por Adam Shakman, e que não é a primeira versão da história de Tracy Turnblad (Nikki Blonsky, estreando com o pé direito nos cinemas!), uma gordinha que sonha se tornar uma estrela da tv, no programa de seu ídolo Corny Collins (James Marsden), mas o preconceito toma conta da época, não só com a segregação negra, como também pela aparência de quem aparece nos programas de TV voltados para o público jovem.

O filme ficou conhecido pela divertida transformação do astro John Travolta, interpretando Edna Turnblad, a mãe de Tracy. Ainda que possível reconhecer o astro debaixo de tanta maquiagem (que demorava 4 horas para ficar totalmente pronta!), Edna é uma divertida aposta na história que já foi contada em 1988, um filme dirigido por John Walter chamado “Hairspray: Éramos Todos Jovens”, e também na Broadway. No Brasil, Hairspray ganhou uma versão teatral pelas mãos de Miguel Falabella, com Simone Gutierrez como Tracy, e Edson Celulari como Edna.
Ou seja, é um filme dançante, que mesmo que seu mozão não curta muito um musical, pelo menos vai se divertir com músicas gostosas de se escutarem, climinha de filme de Sessão da Tarde, e uma boa discussão sobre racismo.

TEOR ACEITAÇÃO DO MOZÃO: Level 5


 

 

 

2. The Wonders – O Sonho Não Acabou (“That Thing You Do” , 1996):

Aqui não é um daqueles musicais onde os personagens cantam pelos quatro cantos do mundo, a toda hora, e mesmo que no meio de uma tempestade, dançam quase que num flash mob. Trata-se de um longa-metragem sobre uma fictícia banda chamada The Oneders, mais tarde rebatizada como The Wonders pelo novo empresário. Passada nos anos 1960, ela mostra a ascensão de uma bandinha da Pensilvânia. Após o baterista se machucar um dia antes de uma importante apresentação, a banda chama um novo candidato, que trabalha na loja de eletrodomésticos dos pais. Ele então dá uma nova batida à música “That Thing You Do”, e logo eles estão no topo das paradas de sucesso.

“The Wonders” tem a direção de Tom Hanks, que também assina a produção, a composição de algumas letras das músicas, além de interpretar o novo empresário do grupo. As canções são daquelas baladinhas que não saem da cabeça. “That Thing You Do”, o grande sucesso da banda foi indicada ao Oscar de Melhor Canção em 1996, e ao Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora.

Um filme que além de não ter música o tempo inteiro, para aqueles que num são chegados à cantoria, traz uma interessante história sobre fama, responsabilidades e união. E claro, tem a musa dos anos 90, Liv Tayler fazendo a garotinha disputada por dois integrantes da banda.

TEOR ACEITAÇÃO DO MOZÃO: Level 6

 

3. Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho (“Dreamgirls”, 2006)

Jennifer Hudson foi meio que rejeitada quando participou do programa “American Idol”. Contudo, sabe aquele lance de “parece que o jogo virou?”, foi exatamente isso! A Atriz ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por sua intrigante e explosiva Effie White nesse musical dirigido por Bill Condon (também diretor da nova versão de A Bela e a Fera) baseado no musical da Broadway de mesmo nome.

O musical conta a tensa trajetória de Effie, Deena Jones (Beyoncé Knowles) e Lorrell Robinson (Anika Noni Rose) que na década de 1960 faziam parte do grupo The Dreamettes, que se apresentam em clubes, e participam de concursos pouco influentes na carreira delas. Contudo, em certa apresentação elas cruzam o caminho do vendedor de carros e aspirante a empresário musical Curtis Taylor Jr. (Jamie Foxx). Curtis então vê nas garotas a possibilidade de marcar seu nome na história da música. O salto na carreira delas acontece quando elas fazem o coro do grande cantor da época James "Thunder" Early (Eddie Murphy). A partir daí, elas se transformam em The Dreams. Porém, Curtis percebe que a beleza de Deena aliada a sua bela voz, pode ser usada para o crescimento da banda. Para isso, Effie teria que ir para o coro, o que pode dividir a opinião do grupo.

Há boatos que falam que o filme é, na verdade, a história do grupo The Supremes, do qual fazia parte a estrela Diana Ross. As canções alternam entre o R&B, o Gospel, e o Jazz, e todas possuem seu charme. Beyoncé se destaca com a forte canção “Listen”. É o tipo de filme em que as músicas se misturam à história de forma bastante orgânica, e até o mais chatos dos chatos em relação aos musicais, vai dar o braço a torcer.
Ahhhh, e como esquecer?!! Eddie Murphy foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, mas perdeu para Alan Arkin.

TEOR ACEITAÇÃO DO MOZÃO: Level 8

 

 

4. RAY (2005)

Ainda em filmes que as músicas se encaixam na história, e sobre ídolos reais, “Ray” é um dos filmes mais emocionantes sobre um ícone musical. Aqui, somos apresentados à história do ícone Ray Charles, que é interpretado magistralmente por Jamie Foxx.
Nascido em 1932, na cidade de Albany, Georgia, Ray perde a visão aos 7 anos, após presenciar a morte do irmãos mais novo por afogamento. Contudo, o menino sempre se mostrou forte, e seguindo os conselhos da mãe, sua persistência e resiliência, aos poucos vai marcando seu nome na música Soul, se estendendo pelo Jazz, country, R&B e gospel com sua voz inconfundível e um piano de dar arrepio em quem o escuta tocar. Porém, sua trajetória também é marcada por brigas com suas mulheres e o vício desenfreado em heroína.

“Ray” é o filme mais dramático da nossa lista, mas é daqueles que prende sua atenção a cada frame de suas duas horas e meia de duração. É impossível não gostar dessa história sobre a superação de um músico cego, que teve a capacidade de aprender piano, se tornar um ídolo, e ainda lutar contra o preconceito contra sua deficiência, e a segregação racial de sua época.

Jamie Foxx levou o Oscar de melhor ator por sua total dedicação ao papel, além dos prêmios BAFTA, Screen Actors Guide e um Globo de Ouro. Tornando-se o 2º ator a ganhar os 5 prêmios mais importantes do cinema.

TEOR ACEITAÇÃO DO MOZÃO: Level 9

 

 

5. A Vida É Dura – A História de Dewey Cox “Walk Hard”, (2007)

E pra fechar de forma mais diferenciada, vai uma dica de uma comédia escrachada, com músicas divertidas, e bonitas até, que faz sátira com algumas cinebiografias já feitas anteriormente para os cinemas. Trata-se de uma mistura de “Johnny & June”, “Ray”, dentre outros cantores famosos que usaram do excesso em suas turnês.
Dewey Cox (John C. Reilly, hilário!), teve uma infância traumática após assassinar seu irmão durante uma brincadeira com facões, no rancho de sua família. Traumatizado, o menino começa a perder o sentido do olfato, mas usa sua nova deficiência para se dedicar a compor canções. Porém, ao encontrar o estrelato, Dewey começa a se envolver com diversas mulheres e cruza seu caminho com o mundo das drogas. A partir daí, ele irá até o fundo do poço, tentando compor aquela música que será sua obra-prima.

“A Vida é Dura” é o típico humor besteirol, com ótimos atores e diversas participações especiais. Dewey cruza seu caminho com os de grandes nomes da música, como The Beatles, Buddy Holly e Elvis Presley. As canções, incluindo “Walk Hard”, acabam coroando essa comédia com uma trilha muito divertida, e letras que misturam comédia e autoajuda de forma que deixam tudo mais agradável de se assistir. É desligar o cérebro, se cobrir até o pescoço com o ar-condicionado no mais frio possível, e rir a valer com uma das falsas biografias mais divertidas já feitas.

TEOR ACEITAÇÃO DO MOZÃO: Level 5
 

Os musicais não são chatos. Não, Não são! É tudo questão de boa companhia, boa comida pra beliscar enquanto assiste, e um mozão que não seja tão contra se cantar os males por aí, com todo mundo sabendo a letra da música, os passos, e mandando ao vivo! Né não?

 

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