Vale a Pena Ver de Novo: 12 Novelas que Poderiam virar Musicais

21/2/2017

 

Tudo começou em 2015 quando em sua biográfica celebração de carreira, Claudia Raia trouxe momentos e icônicos de suas novelas no musical ‘Raia 30’, onde os fãs puderam ver Tancinha (da novela Sassaricando) ganhando vida em um musical. No mesmo ano, a Aventura Entretenimento anunciou que traria ‘Vamp’ para os palcos e abriu audições; os anos se passaram e o espetáculo terá sua estreia em março no Rio de Janeiro. No passado, tivemos o encontro definitivo das novelas com as grandes produções de Teatro Musical quando o sucesso da Rede Record, a novela ‘Os Dez Mandamentos’, ganhou além de um filme, uma versão para os palcos. Em 2017, a tendência continua com as adaptações de ‘Roque Santeiro’ e da novelinha infantil ‘Carrossel’ ganhando os palcos de São Paulo. Para o segundo semestre de 2017, José Possi Neto apresentará ao público paulista uma adaptação de outro grande clássico da teledramaturgia brasileira ‘O Bem Amado’.

 

Pelo jeito, novela e musicas é algo que realmente dá certo: basta lembrar-se de inúmeros hits consagrados por integrarem a trilha sonora de alguma novela. Os musicais listados acima mostram que esse encontro pode ser bem proveitoso e agradar quem gosta de musical e quem gosta de novela, e pensando nisso, o Backs elencou alguns sucessos da Teledramaturgia brasileira que também poderiam ganhar uma adaptação Musical.

 

 1. Chiquititas (1997 a 2000)

 

 

Fenômeno dos anos 90, ‘Chiquititas’ contava a história das pequenas órfãs e órfãos do Orfanato Raio de Luz ao lado da Tia Carolina (Flávia Monteiro). A novelinha infantil é uma escolha óbvia já que era recheada de clipes musicais: ao todo, foram 6 CD’s lançados na primeira versão da novela que emplacaram hits que ficaram na ponta da língua das crianças. Em 2013, ganhou um remake, assim como ‘Carrossel’, e também fez grande sucesso. Na época da primeira versão, houve até mesmo um show oficial das Chiquititas com as crianças do elenco da novela apresentando os principais sucessos da novela. 'Chiquititas, O Show' foi um grande sucesso de público e foi apresentado em datas especiais em 1998 e 1999, sendo uma grande produção para a época com trocas e cenários e figurinos, tal qual num típico musical da Broadway. Pra quem ficou curioso, o show de 1998 pode ser encontrado inteiro no YouTube.

 

Após ‘Carrossel, O Musical’ parece o passo óbvio para o SBT uma versão para os palcos de uma novela que já é BEM musical e, se seguirem a linha de 'Carrosel, O Musical', a adaptação para os palcos de Chiquitita contaria uma nova aventura com Mili, Pata, Vivi, Mosca e todas as crianças! Já prevejo muitos marmanj@s remexendo tudo tudo!

 

2. Floribella (Abril de 2005 a Agosto de 2006)

 

 

Outra novela que caiu no gosto do público infantil foi ‘Floribella’. Produzida pela Band baseada na telenovela argentina ‘Floricienta’ de Cris Morena (mesma autorza de Chiquititas) era protagonizada por Juliana Silveira, a trama também tinha uma pegada musical. O enredo era simples, Maria Flor, personagem de Juliana Silveira era a babá na casa dos Fritzenwalden que tinha uma banda em paralelo com os amigos.O sucesso da novela rendeu trilhas sonoras e duas temporadas, além de uma show especial.Chamado de "Floribella- O Musical", o espetáculos passou por várias cidades e contava as aventuras da Flor e seus amigos no país fictício de Krikoragán. O show de São Paulo foi gravado e posteriormente lançado em DVD. Com uma trilha sonora animada e com uma linguagem bem dinâmica, não seria impossível imaginar uma nova versão para os palcos da novelinha

 

3. Terra Nostra (Setembro 1999 – Junho 2000)

 

 
Como se esquecer desse grande sucesso entre as novelas das 20h? ‘Terra Nostra’ contava a história dos imigrantes italianos chegando ao Brasil focando no romance entre Giuliana Splendore (Ana Paula Arósio) e Matteo Batistella (Tiago Lacerda). A novela foi uma febre não só por conta dos personagens principais, mas também das tramas paralelas, retratando o início da tradição cafeicultora de São Paulo, além de ter gerado uma série de jargões em italiano. Conseguem imaginar um dueto de “Tormento di Amore”, a canção de abertura da novela, entoado por Giuliana e Matteo no final do primeiro ato? Nós definitivamente sim!

 

4. Mulheres Apaixonadas (Fevereiro a Outubro de 2003)

 

 

Claro que essa lista não estaria completa sem um clássico de Manoel Carlos, o autor que é conhecido por ambientar suas tramas na Zona Sul do Rio de Janeiro, com especial carinho pelo bairro do Leblon, envolve o público em tramas centradas em núcleos familiares, entre elas ‘Por Amor’ (1997); ‘Laços de Família’(2000) e ‘Páginas da Vida’(2006), sempre fazendo sucesso com o público brasileiro. Com ‘Mulheres Apaixonadas’ não foi diferente: A trama contava a história das irmãs Helena (Christiane Torloni), Heloísa (Giulia Gam) e Hilda (Maria Padilha), mas é claro o núcleo das irmãs era apenas um dos muitos dentro da trama que contou com personagens inesquecíveis como a alcoólatra Santana (Vera Holtz); o violento marido Marcos (Dan Stulbach); a misteriosa Fernanda (Vanessa Gerbelli); a filha barraqueira Dóris (Regiane Alves) e a lista continua com várias outras personagens femininas interessantes, aliás, as nuances das diferentes Mulheres da trama reforçavam a empatia do público com a novela, tratando de assuntos como carreira, paixões, criação de filhos, homossexualidade, violência doméstica, virgindade, vícios, ciúme descontrolado e câncer de mama.

 

Ver todos esses assuntos (ou pelo menos parte deles) nos palcos seria contundente, sobretudo nos dias de hoje. Vale ainda lembrar que a protagonista Helena era casada com Téo (Tony Ramos), um músico que tocava em uma banda de jazz e bossa nova num refinado hotel, ou seja, já até podemos prever para que lado a trilha do musical iria caminhar.

 

Bônus: E se... ao invés de um musical baseado em uma única trama de Maneco, fosse feito um musical reunindo suas diversas Helenas ? 

 

5. Chocolate com Pimenta (Setembro de 2003 a Maio de 2004)

 

 

Quem lembra dessa novela das 6h concorda que a trama de Walcyr Carrasco tem tudo para se tornar uma divertidíssima comédia musical. A primeira fase da novela se passa no ano de 1922 quando Ana Francisca (Mariana Ximenes) chega a cidade de Ventura indo morar com seus familiares numa pacata fazenda. Com jeitinho de patinho feio, Ana é doce, mas zombada por muitos figurões da cidade, mas mesmo assim conquista o coração do jovem Danilo (Murilo Benício), que não é nada mais nada menos que o sobrinho do prefeito. Entre desventuras e armações da 1ª Dama Bárbara (Lília Cabral) e da ambiciosa Olga (Priscila Fantin), o casal de separa e Ana é abandonada grávida, mas é amparada por Ludovico (Ary Fontoura), o dono da Fábrica de Chocolates da cidade, se casando com ele e mudando para a Argentina. Na segunda fase, sete anos se passam, Ludovico morre e Ana Francisca retorna a cidade linda, rica e poderosa, ameaçando fechar a fábrica de chocolates e se vingar daqueles que zombaram dela!

 

Já deu pra imaginar o musical nos palcos certo? 1º ato com a protagonista sofrendo bullying das pessoas e retornando totalmente plena no 2º ato pronta para sua vingança. O núcleo caipira teria uma música cômica daquelas bem chiclete; personagens hilários como Márcia (Dricca Moraes), Bernadete (Kayky Brito), Timóteo (Marcelo Novaes) roubariam a cena. No palco, algumas cenas icônicas como o banho de tinta verde ou ainda as confusões e guerras de chocolate na fábrica seriam recriadas. Como a novela se passa na década de 1920 o figurino e caracterização teria todo o luxo e charme da época, da década também vem a inspiração para a trilha sonora: Jazz, ragtime, charleston e músicas no estilo de Gershwin, Cole Potter e Irving Berling, sem falar em um solo de Ana Francisca cantando "Over The Rainbow"

 

6. Malhação (1995 - ...)

 

 

No ar No fim das tardes da Rede Globo há mais de vinte anos, ‘Malhação’ já se tornou uma espécie de série que se renova de temporada em temporada trazendo novos personagens e dramas. Voltada para o público jovem, a novela trata de assuntos que estão em pauta nas discussões entre os adolescentes. 24 temporadas depois, Malhação já colecionou uma série de protagonistas e uma vasta trilha sonora, o que dá a liberdade para a criação de um musical totalmente independente da trama original: basta ter um casal protagonista, seus núcleos familiares, uma diversidade de amigos fieis e cúmplices e é claro, o violãozinho mau caráter.

 

O musical pode ser centrado num colégio de ensino médio ou academia, pode até mesmo resgatar alguns personagens icônicos como Mocotó (André Marques); Cabeção (Sérgio Hondjakoff); Dona Wilma (Bia Montez) ou Professor Pasqualete (Nuno Leal Maia) para viverem novas histórias. O importante é aproveitar do legado das músicas do seriado na trilha sonora criando um jukebox musical que agrade diferentes gerações. Mas por favor: Não ousem fazer 'Malhação - O Musical' sem que tenhamos a VagaBanda.

 

7. Maria do Bairro  (1995)

 

Atire a primeira pedra quem nunca se emocionou com os melodramas de ‘Maria do Bairro’; ‘A Usurpadora’; ‘Rubi’ ou ‘Marimar’. É claro que as novelas mexicanas não ficariam de fora dessa lista! Originalmente produzidas pela Televisa, nos as conhecemos pelo SBT em sua forma dublada, o sucesso foi gigante e sempre alguma dessas clássicas novelas é reprisada. Protagonizada pela atriz e cantora Thalía escolhemos ‘Maria do Bairro’ por ter a novela de maior destaque dentro da chamada Trilogia das Marias (‘Maria do Bairro’, ‘Marimar’ e ‘Maria Mercedes’) além é claro, da possibilidade de se reaproveitar dos sucessos da cantora para compor a trilha sonora desse musica com muitíssimos ritmos latinos. Já até podemos imaginar: As cortinas se abrem, orquestra começa e vemos uma uma épica abertura com a protagonista bem no meio do palco cantando: ¡ Y a Mucha Honra, Maria La Del Barrio Y Soy ! 

 

8. Vale Tudo (Maio de 1988 a Janeiro de 1989)

 

 

Se você não está associando nome da novela à trama aí vai a dica: “Quem matou Odete Roitman?”. A novela escrita por Gilberto Braga causou um frenesi nacional envolvendo a morte da personagem de Beatriz Segall, uma das grandes vilãs da teledramaturgia brasileira e que tem potencial pra ser uma das vilãs mais aplaudidas do Teatro Musical brasileiro! A novela é ainda considerada hoje pelos principais críticos do país como a melhor novela brasileira e com certeza rendeira uma musical que atrairia ao Teatro todos aqueles que acompanahram a novela. O musical teria uma uma vibe mais policial e meio as tensões entre Maria de Fátima (Glória Pires), Raquel (Regina Duarte), Ivan (Antônio Fagundes) e Heleninha (Renata Sorrah).

 

9. O Rei do Gado  (Maio de 1988 a Janeiro de 1989)

 

 

Outro grande clássico da televisão brasileira foi a ‘O Rei do Gado’ que tratava do ódio entre duas famílias, os Mezenga e Berdinazzi, se impondo frente ao amor dos jovens Enrico (Leonardo Brício) e Giovanna (Letícia Spiller) que acabam fugindo e tendo um filho que acaba crescendo e se torna, Bruno Mezenga (Antônio Fagundes), um dos maiores criadores de gado do país e tenta se reconectar-se com a família da mãe, porém acaba sendo renegado pelo seu único parente vivo, seu tio Geremias (Raul Cortez). A história se complica com a chegada de Marieta (Glória Pires); a paixão de Bruno por Luana (Patrícia Pillar), uma bóia-fria de passado misterioso, e conta ainda com as artimanhas de Ralf (Oscar Magrini. Uma história com drama e paixões e um protagonista com uma jornada heroica que gostamos de ver em um musical, se somarmos ainda à trama clássicos do sertanejo de raiz, temos um espetáculo que agradará aos saudosistas.

 

10. Toma Lá Da Cá (De 2007 a 2009)

 

 

Ok, ‘Toma Lá Dá Cá’ foi uma série e não uma novela, mas mesmo assim tem tudo para ser uma divertida comédia musical. O enredo é bem simples: No condomínio Jambalaya Ocean Drive vivem nos dois apartamentos da cobertura os casais Mário Jorge (Miguel Falabella) e Celinha (Adriana Esteves) e Arnaldo (Diogo Vilela) e Rita (Marisa Orth), com um interessante detalhe; Mario Jorge é ex-marido de Rita e Celinha, por sua vez, já foi casada com Arnaldo. O rearranjo familiar é a trama central dessa complexa família, gerando situações peculiares com os filhos dos casais indo e vindo pelos apartamentos e é claro, a emprega compartilhada: Bozena (Alessandra Maestrini) e a intrometida síndica Dona Álvara (Stella Miranda).

 

Para uma versão de palco, uma história inédita pode vir muito bem a calhar. Com composições inéditas, explorando todas as situações absurdas vividas pela família, que para manter na temática do humor, poderiam ser paródias de clássicos do cancioneiro nacional e internacional, além de é claro, músicas de musicais (“Mamma Mia, esse é Jambalaya”). Vale ainda mencionar, o musical poderia ser feito com o mesmo elenco da TV, já que grande parte deles já pisou nos palcos dos musicais brasileiros: Falabella, por favor, faça isso acontecer!

 

11. Avenida Brasil (2012)

 

 

 

Grande fenômeno de audiência, ‘Avenida Brasil’ colocava em cheque os interesses de Nina (Débora Falabela) e Carminha (Adriana Esteves). Em sua busca por riqueza e se dar bem na vida, Carminha planeja um golpe em Genésio (Tony Ramos), mas Rita, sua filha desmascara os planos da futura madrasta. No entanto, Genésio acaba sendo atropelado pelo craque de futebol Tufão (Murilo Benício), que transtornado pelo incidente, se aproxima de Carminha buscando o perdão dela. Ambiciosa, cede as investidas de Tufão, planejando um casamento milionário, se apossa da herança de Genésio e larga a enteada em lixão. Rita, no entanto, cresce com desejo de redenção a memória do pai, planejando vingar-se da madrasta, no entanto, em momento algum se demonstra ser uma frágil mocinha: ela muda seu nome para Nina e revela-se tão perversa e manipuladora quanto Carminha.

 

A envolvente trama de João Emanuel Carneiro fez tanto sucesso que em apenas seis meses de sua exibição, os direitos de exibição foram licenciados para 106 países e, mas tarde, outros 24 países exibiram a novela! Ao que parece só resta a história chegar aos palcos onde o público receberia Dona Lucinda, Suellen e todo o resto dos personagens. Para o programa do espetáculos, a fotos do elenco teriam aquele filtro espacial dos atores congelados, como era feito no final de cada capítulo. Oi oi oi!

 

12. Senhora do Destino (Junho de 2004 a Março de 2005)

 

 

Na novela de Aguinaldo Silva, a retirante Maria do Carmo sai no Nordeste junto de seus quatro filhos e filha ainda bebê para tentar a sorte na cidade grande, no caso, a cidade do Rio de Janeiro. Mas em meio a confusão da cidade, do Carmo tem a filha sequestrada. Anos depois, do Carmo já está com os filhos criados, sucesso financeiro, mas ainda não desistiu de reencontrar a filha. Pronto! Mais uma trama em que nos emocionando com a saga heroica da protagonista contra as investidas de uma vilã ardilosa, no caso, Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), uma ex-prostituta sem escrúpulos para conseguir uma vida boa. Como se não bastasse, do Carmo ainda tem outros percalços como as investidas românticas de jornalista e amigo Dirceu de Castro (José Mayer) , a volta do ex-marido oportunista (José de Abreu) e é claro, o charme do ex-bicheiro Giovani Improtta (José Wilker) que não mede esforços para agrada-la chegando até mesmo a transformar sua história em enredo de escola de Samba!

 

SIM! Queremos ver Naza traçando seus planos enquanto se elogia na frente do espelho; queremos ter escola de samba no palco; ouvir mais uma vez a pérolas de Giovani Improtta; queremos Suzana Vieira falando que criou os filhos e fez tudo o que fez "Per Amore". E já vamos adiantando os requisitos para ser parte do elenco: tem que saber atuar, cantar, dançar, fazer sotaque nordestino e não ter medo de se jogar da escada (não trabalhamos com dublês), afinal não existe 'Senhora do Destino' sem Nazaré jogando pessoas pela escada!

 

 E aí, achou que faltou alguma novela na lista? 

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