Emerald City - Além da Inocente OZ

8/2/2017

 


O clássico infantil de L. Frank Baum, ‘O Mágico de Oz’, é uma das maiores inspirações de todos os tempos para artistas, escritores, roteiristas. Sua adaptação mais famosa sem dúvida foi o filme musical de 1939 estrelando Judy Garland no papel de Dorothy. De lá pra cá o livro ganhou diversas adaptações teatrais, como ‘The Wiz’ em 1975 e, em 2003, ‘Wicked’, Isso sem falar que o hit musical de 2003 foi inspirado na série literária de quatro volumes ‘The Wicked Years’ escrita pelo americano Gregory Maguire, concretizando a obsessão do público pelas bruxas de Oz. Já no cinema, o sucesso mais recente foi a produção da Disney ‘Oz: Mágico e Poderoso’ (2013), que assim como em ‘Wicked’, busca uma explicação para o passado dos personagens antes de Dorothy chegar nesse universo. 


Agora foi a vez da TV receber esse clássico de braços abertos. A nova série da NBC reconta essa história de uma forma um tanto peculiar. Emerald City a principio segue a mesma lógica do livro: Dorothy é arrastada por um tornado para a Terra de Oz, na chegada ela mata a Bruxa Má do Leste (dessa vez com um carro, ao invés da casa), e começa uma jornada através da estrada de tijolos até a Cidade Esmeralda, para encontrar o Mágico de Oz e pedir para ele mandá-la de volta para casa. 


Mas não se engane se você acha que essa série é apenas mais uma história inocente infantil, como a maioria das adaptações. Com uma roupagem meio estilo ‘Game of Thrones’, Emerald City tem um perfil totalmente adulto, com guerras, mortes, sexo, trazendo uma carga muito mais pesada para essa terra, além de tratar, também, bastante da política de Oz. Características que se encontram com frequência, também, na série de livros de ‘Wicked’ e que não retratadas no famoso musical.


Outra coisa que também encanta na série são os cenários: ao invés de apenas criar os próprios cenários, como costuma ocorrer em filmes e séries de ficção, em ‘Emerald City’ eles também aproveitam construções reais para as filmagens. O melhor exemplo disso é o local utilizado como palácio do Mágico, que é, na verdade, o Parque Guell, do arquiteto Antoni Gaudi, localizado em Barcelona, na Espanha.


Um espantalho que não é um espantalho, apenas um soldado do Mágico que perdeu a memória. Um homem de lata que é apenas um garoto e pertence a uma princesa. Um Mágico que baniu a magia de seu reino, e segue fielmente a ciência. Uma Bruxa Má do Oeste que também abomina a mágica, e troca sua vida glamourosa de bruxa para administrar um bordel. Uma Glinda nem um pouco boa, que luta para destruir o governo do Mágico e restaurar a magia em Oz. Tudo isso pode assustar ou maravilhar os fãs do clássico, mas é inegável que o resultado final é incrível.


Fica aqui registrada nossa dica pra todos aqueles que estão órfãos de Wicked e querem continuar se aventurando nesse mundo esmeralda.

 

 



 

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