Especial Glee: O Legado dos New Directions para uma Geração

17/3/2015

Em 19 de maio de 2009 foi ao ar o episódio de estreia de Glee, série de TV criada por Ryan Murphy para a FOX, cujo enredo consistia na apresentação de números musicais. Voltada para o público jovem, a série fez grande sucesso e conquistou uma legião de fãs, os carinhosamente chamados Gleeks, que aguardam ansiosos pelo episódio duplo que dá fim a série na próxima sexta-feira dia 20. E, pensando nisso que nós, do Backstage Musical, elaboramos esse Especial, como uma maneira de homenagear e fazer um retrospectiva do seriado que despertou a voz, sonhos e emoções de uma geração.

 

Criada pela parceria do jornalista e roteirista Ryan Murphy com Brad Falchuk e Ian Brennan (que emprestou sua voz como narrador da série), Glee teve seu episódio piloto exibido logo após a final do American Idol  em 2009; o sucesso foi tanto, que a FOX encomendou o que viria ser a primeira de seis temporadas. A série teve seu início real em 9 de setembro do mesmo ano: dessa data até hoje, o que conhecemos é história, ou melhor, música!

 

Ryan Murphy com parte do elenco da terceira temporada.

 

A série se passa, inicialmente, no corredores do William McKinley High School (WMHS) em Lima – Ohio, com enfoque especial no Glee Club, o clube de competições de Coral da escola. Will Schuester (Matthew Morrison) é um professor de espanhol que nunca esteve satisfeito com seu trabalho e, ao ver disponível a vaga para ser técnico do Coral do WMHS, ele reacende sua paixão pela música e pelo ofício do ensino. Começa então a saga de Schuester em busca de formar sua nova equipe e conquistar o Troféu de campeão nacional da competição de corais, tal qual ele conquistou na época em que ele era aluno daquele mesmo colégio e membro do Glee Club.

 

Porém, as coisas mudaram um pouco desde os áureos tempos em que Will e seus colegas foram campeões nacionais: o Glee Club  perdeu seu prestígio entre os estudantes e recrutar uma equipe talentosa se torna uma árdua tarefa. Encurtando um pouco a história, Will consegue formar sua equipe reunindo os “excluídos” da escola e mais alguns dos “populares” integrando-os em um ambiente de arte, amizade e aceitação e, aos poucos, as dúvidas e descobertas da adolescência se misturam aos ensaios e tarefas semanais propostas pelo querido “Mr. Shue”, que com fé batiza o grupo de New Directions.

 

É aí que está a grande diferença de Glee para qualquer outra série de TV ou filme americano que retrata o dia a dia de um colégio de ensino médio: A atenção às minorias e aqueles ditos esquisitos e desajustados. A protagonista Rachel Berry (Lea Michele) é, assim como seus colegas de Coral, uma metáfora para os loosers da escola pois, ao longo dos episódios, vemos sua tentativa de provar seu valor, conquistar suas ambições pessoais enfrentando julgamentos e provocações externas e, vencendo suas próprias limitações. A preocupação da série não está em apenas tornar Rachel, ou qualquer outro membro do New Directions, no aluno mais popular da escola e sim, em reforçar o valor que cada um tem embora sejam vistos como esquisitos e patéticos, desafiando estereótipos previamente estabelecidos.

“Looser Like Me”: O Glee Club se tornou um local de aceitação e de amizades verdadeiras.

 

Esse ponto foi decisivo para o sucesso da série e sua grande aceitação com o público. Mais do que música e arte, Glee se preocupava em trazer uma mensagem de tolerância e compreensão; sempre abordando temas contundentes, a série dialogava diretamente com uma legião de fãs que viam suas dúvidas e questões pessoais sendo compreendidas, em um programa totalmente inclusivo. Foi um diálogo que deu certo: a cada episódio, a trama achava uma brecha para tratar de algum tema de relevância social em meio a números musicais e a leveza da comédia romântica. Os professores do McKinley High se tornaram verdadeiros educadores e orientadores sobre cada uma dessas temáticas, onde Mr. Shue foi o principal catalisador das discussões, somado a orientação pedagógica da Srta Pillsburry (Jaysa Mays).

 

O bullying, e suas consequências e repercussões, era o esqueleto central, do qual desencadeou um portfólio completo de questões que “todo jovem e adolescente deve discutir mas por alguma razão, não o faz”. Foi discutido sobre tolerância, orientação e identidade sexual, DSTs, gravidez na adolescência, bulimia, obesidade, uso de drogas, traição e problemas familiares, acessibilidade e deficiências físicas e mentais, violência doméstica, uso de anabolizantes, preconceito étnico e racial, política, tiroteio e armamento dentro de escolas, doenças terminais, religião, depressão, abuso sexual, imersão em mídias sociais, transtorno obsessivo, sem esquecer dos romances, amizades e as ambições pessoais e escolhas profissionais que acompanham qualquer adolescente em idade escolar. Ryan Murphy até anunciou que a série doaria recursos para programas de assistência e aconselhamentos de jovens e sexualidade, reforçando a importância do programa para a comunidade . Glee é catártico e arrisco a dizer, que 50% do sucesso da série só éossível devido a esse caráter que assemelha as questões internas do seu público alvo ao enredo proposto aos personagens.

 

 

Os outros 50% do sucesso de Glee vem é claro de sua música! Não há como falar da série sem mencionar a extensa trilha sonora que acompanhou cada um dos 121 episódios. Ao todo, foram lançados cerca de 40 CDs (alguns deles apenas em formato digital) e mais de 520 canções foram performadas pelo elenco entre clássicos, hits do momento, mashups, sucessos de musicais, músicas esquecidas, e até mesmo, canções originais. A trilha sonora do seriado foi sucesso de downloads virtual, com seus singles liderando a lista da Billboard devido a grande quantidade de arquivos baixados. A trilha sonora de Glee foi indicada duas vezes ao Grammy e conquistou 2 discos de platina e 5 álbuns de ouro, somando ao todo mais de 13 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo. Vale lembrar que o sucesso de Glee beneficiava diretamente o artista original daquela canção, que recebia parte (em geral, metade do valor) do lucro obtido com o volume de vendas, seja por meio de mídia tradicional ou virtual.

Clips como esse eram o ponto forte dos episódios.

 

Sob a direção musical de Brad Ellis (conhecido pela sua participação como Brad, o pianista da sala de ensaio) os números musicais conquistaram e inspiraram uma multidão de fãs. O mix de gêneros foi algo muito bem pensado e equilibrava-se conforme a dinâmica dos episódios: a nova geração foi fisgada pela versões de músicas contemporâneas que eram tocadas nas rádios, festas e estavam entre as mais ouvidas na época, no entanto, o resgate de músicas icônicas, repaginadas ou não, levou a esse público ao primeiro contato com uma série de nomes da música. Glee ampliou o repertório de muita gente com suas ousadas e ecléticas inserções musicais: sempre com o intuito de inserir a música no contexto da história, mais do que uma simples trilha sonora, a música era valorizada pela sua letra, melodia e composição, fazendo com que o espectador se envolvesse com aquele canção que lhe era desconhecida.

 

Houveram episódios temáticos, em que o repertório de algum artista em particular encontrava-se com um enredo em uma bela homenagem à carreira daquele músico. Sempre que anunciado um especial temático, os fãs aguardavam ansiosamente, e assim surgiram episódio dedicados à Madonna, Michael Jackson, Whitney Houston, Britney Spears e é claro, o duplo de The Beatles. Não podemos deixar de mencionar aqueles episódios que focaram em musicais da Broadway que estavam sendo montados como espetáculos acadêmicos dentro do WMHS: Na segunda temporada tivemos “The Rocky Horror Picture Show ”, na terceira West Side Story e na quarta, Grease. Isso sem falar, em performances memoráveis de outros clássicos dos musicais como Wicked, Chicago, A Chorus Line, Les Miserables, Cabaret e Funny Girl ao longo dos capítulos.

Obviamente, as músicas vinham acompanhadas de videoclipes que foram se tornando cada vez mais audaciosos em termos de produção. Houve de tudo, de réplica à releitura, e aqueles que apenas se ajustavam a cena do momento. Era nos clips que as coreografias ficavam em evidência, acrescentando algo mais na performance; Zach Woodlee, e Brooke Lipton foram os coreógrafos da série desde o começo e nos presentearam com números enérgicos e bem elaborados. Lembrando ainda que os clips chamavam atenção para um dos pontos altos da trama: as competições entre os Glee Clubs, despertando a atenção de todos com performances criativas e divertidas, quer sejam os New Directions ou qualquer um de seus rivais nos palcos. O legado musical de Glee é imensurável e aproximou o público mais ainda da série, pois uma vez que aquela música estava incorporada a sua playlist, era possível que houvesse um contato quase que constante do fã com a série, aumentando sua proximidade e grau de envolvimento.

 

Somado às musicas e clips, Glee ainda contou com a constante presença de convidados especiais, muitos deles participando dos números musicais, interpretando professores, familiares de alunos ou outros personagens especiais e em alguns casos, recorrentes. Veteranos dos palcos da Broadway como Idina Menzel, Kristin Chenoweth e John Stamos, estrelas do pop como Demi Lovato e Adam Lambert, visitas de artistas como Britney Spears, Lindsay Lohan e Olivia Newton-John; sem esquecer de Gwyneth Paltrow, Neil Patrick Harris, Woopi Goldberg, Kate Hudson, Sarah Jessica Parker, Matt Bommer, Ricky Martin, Jennifer Coolidge e tantos outros, incluindo Patti Lupone como ela mesma.

 

Quanto ao elenco principal, Glee certamente foi um marco na carreira de grande parte do elenco. Matthew Morrison nos presenteou com performances memoráveis na pele de Will Schuester e nos fez torcer pelo sucesso profissional de seu personagem. Jane Lynch e os conjuntos esportivos de Sue Sylvester foi sem dúvida a vilã que adoramos odiar e que, nos garantiu risadas aos montes. Ryan Murphy declarou estar escrevendo uma biografia fictícia sobre a premiada treinadora e diretora e que pretende levar Lynch em eventos de lançamento. Entre o elenco jovem, Chris Colfer pra sempre será lembrado pelo seu icônico Kurt Hummel, papel criado especialmente para ele após sua audição para entrar no elenco. Darren Criss, o Blaine, chamou atenção da mídia em sua performances musicais e foi chamado para substituir Daniel Radcliffe o musical How to Succed in a Business Without Really Trying, além de outros convites, dentre os quais destacamos a sua recente confirmação como protagonista do musical Hedwig and the Angry Inch.

 

Enquanto Rachel Berry ainda luta pela sua estrela dourada, Lea Michele já conquistou a sua. A atriz já esteve em elencos de musicais da Broadway, na qual se destaca seu atuação como Wendla em Spring Awakening na qual contracenou com seu colega de elenco de Glee Jonathan Groff. No entanto, foi Glee que deu fama mundial a Michele, resultando em convites para filmes, séries e lançamento de seu CD solo. Um fato curioso é que Rachel tem esse nome em homenagem a personagem de Jennifer Aniston no seriado FRIENDS, e em ambos casos, Rachel foi a personagem que alavancou a carreira da atriz, que já está confirmada no elenco da nova série de Ryan Murphy  "Scream Queens". Ainda podemos citar Naya Rivera brilhantemente dando vida a Santana, o talento vocal esplendoroso de Amber Riley e, como já mencionando Jonathan Groff que estrelou a série Looking da HBO e dublou Kristoff em Frozen.

 

Destaque especial para os atores que além de cantar, tocavam algum instrumento em determinados episódios: Como esquecer das vezes em que Cory Monteith (bateria), Mark Salling (violão/guitarra), Kevin McHale(guitarra), Chord Overstreet(violão) e Samuel Larsen (violão) formaram uma verdadeira banda que arrancou suspiros do público. Lembramos ainda da Unholy Trinity formada por Quinn (Dianna Agron), Brittany (Heather Morris) e Santana (Rivera) como coreografias sensuais, ou ainda, das vezes em que elas integravam-se na animadas números das Cheerios. Com um elenco bem entrosado e com uma diversidade de habilidade artísticas, Glee encheu a programação da TV com talentos e entretenimento de qualidade.

 

O sucesso de um programa está intimamente ligado com a forma que ele conquista seu público e com Glee, isso foi feito de maneira ímpar. Os Gleeks impulsionaram a série a um caminho de sucesso e grande repercussão midiática. Os índices de audiência foram bem satisfatórios, e a interação e envolvimento dos fãs com a série era algo cada vez mais intenso e visceral. A fandom de Glee se tornou uma comunidade bastante ativa e unida, o que fez diferença para que a série perdurasse mesmo com os problemas que viria a enfrentar posteriormente e, conquistasse o prestígio e reconhecimento da crítica. Ao longos dos anos a serie foi nomeada 19 vezes ao Emmy Awards e 4 vezes ao Globo de Ouro, além de outros premiações como o Satelit Awards e People Choice Awards, ganhando por dois anos consecutivos (2009 e 2010) o Globo de Ouro de “Melhor Série de Televisão – Comédia ou Musical”. Em termos de audiência, a série registrou bons números e se manteve bem colocada no ranking dos EUA, principalmente nas três primeiras temporadas, e preencheu o prime time da FOX por um bom tempo. No Brasil, Glee foi transmitida no canal pago FOX Brasil e em rede aberta pela Globo com cortes e dublada em português, o que acabou desagradando muitos fãs. A emissora passou então a exibir os capítulos na íntegra em horários alternativos nas madrugadas até que por fim, abriu mão dos direitos de exibição; recentemente, a Band começou a exibir a série em sua grade de programação.

O elenco marcou presença em programas de televisão como The X-Factor e o programa da Oprah. Como repercussão do sucesso, foram feitas duas turnês de shows pelos EUA em que todos os ingressos foram esgotados. GLEE Live! In Concert! reunia o elenco regular da série apresentando números musicais já apresentados na série. A turnê por sua vez originou o filme “Glee: The 3D Concert Movie” como uma tentativa de levar o show para os fãs espalhados pelo mundo. O filme estreou nos cinemas e contava com apresentações musicais, bastidores da turnê e depoimentos reais dos fãs (que diga-se de passagem, são emocionantes) organizados na forma de um documentário. Com bilheteria estimada em U$18,7 milhões, o filme foi um sucesso, aliás, a assinatura de Glee em alguns produtos foi algo lucrativa por muito tempo: os itens de merchandising alimentaram a Gleekmania, entre livros, mídia audiovisual, itens de papelaria, brinquedos, videogames, e demais produtos licenciados.

Cena do filme/show GLEE Live! In Concert!

 

Glee ainda gerou um reality também produzido por Ryan Murphy e transmitido pela emissora Oxygen (e no Brasil pela FOX Brasil/FOX Life). The Glee Project durou duas temporadas e consistia numa competição de talento onde os vencedores teriam a oportunidade de se tornar parte do elenco regular da série. A primeira temporada do reality  teve dois vencedores: Damian McGinty Jr. e Samuel Larsen, que estrearam na terceira temporada da série como o intercambista irlandês Rory Flanagan e o religioso Joe Hart, respectivamente. Lindsay Pearce e Alex Newell ficaram em segundo lugar e tiveram a oportunidade de aparecer em dois episódios da terceira temporada, sendo que Newell foi promovido ao elenco regular na quarta temporada. Já na segunda temporada do reality, apenas o vencedor Blake Jenner teve a oportunidade de compor o elenco da série, como o disléxico e sonhador Ryden Lynn. O programa contava com a orientação do coreógrafo Zach Woodle e do diretor de elenco Robert Ulrich para a realização das tarefas semanais e, depois, se apresentavam diante de Murphy em um momento que poderia ocasionar a eliminação do candidato. A cada semana, um dos membros elenco de série era o convidado especial, auxiliando como mentor dos participantes.

 

Em, julho de 2013 veio a notícia que chocou o público: a morte do co-protagonista da série Corey Monteith com apenas 31 anos. O intérprete de Finn Hudson já vinha lutando contra seu vício em drogas, foi vítima de uma overdose fulminante. O público se sentiu órfão de um dos personagens mais carismáticos da série e lamentou a morte do jovem ator, prestando homenagem em tributo a sua breve carreira. O episódio em homenagem a Monteith, The Quarterback, foi um dos mais aguardados e de maior audiência da quinta temporada e gerou grande comoção dentre os fãs.

Com o falecimento de Monteith a série tomou rumos inesperados como declarado pelo próprio autor Ryan Murphy. Determinadas tramas, e até mesmo o final da série, foi replanejado em função da não existência de Finn Hudson. A mudança mais evidente foi a mudança de foco da série: A quinta temporada retoma o fim da sua antecessora para fechar o ano letivo do William McKinlley revelando o fim trágico do Glee Club no episódio 100o. Logo após a série é passada exclusivamente em Nova Iorque, onde parte das personagens já residia, com enfoque especial na carreira de Rachel e nos conturbados relacionamentos e, confusas escolhas profissionais dos demais personagens. Muitos criticaram as escolhas feitas pelos roteiristas e equipe criativa da série, e viram muita inconsistência no enredo e desfechos precipitados para algumas questões. Mesmo assim, a série continuava produzindo clips musicais que captava a atenção do público com cenários bem elaborados e figurinos caprichados.

 

Infelizmente, não há como negar que parte do público começou a se afastar da série na quarta temporada e, na quinta houve um debandada bem concisa. No entanto, a esperança permaneceu viva de muitos Gleeks que fielmente continuaram acompanhando o desfecho da série. A sexta temporada começou com a grande promessa de trazer aos fãs um final digno após todos os percalços que a série passou. Mesmo com níveis de audiência consideráveis, a exibição da temporada final no EUA, ainda está abaixo do esperado, no entanto, há uma satisfação geral dos fãs com os rumos que a série vem tomando: o cenário principal voltou a ser o WMHS, Glee Club está de volta e personagens antigos voltaram a cena.

 

Com apenas 13 episódios, a sexta temporada teve um breve espaço de tempo para arrumar a casa. Em termos musicais, a atual temporada lança um álbum virtual por capítulo e os fãs tem gostado da seleção. Quanto às novas personagens, elas ficam ofuscadas, não pela falta de talento, mas devido a urgência de realinhar as questões particulares das personagens centrais da trama e com isso, a nova geração formada por Roderick, Jane, Spencer e os irmãos Mason e Madison, não teve espaço de cativar o público, lembrando que os personagens que entraram na quarta temporada (Marley, Jake e Ryder) tiveram sua participação abreviada de maneira repentina, restando apenas uma breve participação para Unique em um episódio, e Kitty como atual personagem recorrente. A sexta temporada também foi marcada pela presença de convidados como Ivonne Coll e Ken Jeong. As vésperas do episódio final, há muito em jogo: o futuro do New Directions, a carreira e vida amorosa de Rachel Berry, o desfecho de Klaine, o futuro de Will Schuester, os momentos finais de cada personagem, uma última homenagem a Finn/Cory Monteith e, é claro, as últimas cartas nas magas de Sue Sylvester. Uma coisa é certa: as lágrimas estão garantidas e é claro, mais uma épica performance do consagrado hino Don’t Stop Believin.

Após seis temporadas, Glee ficará marcado por sua considerável contribuição na discussão de temáticas contemporâneas sobre (e para) o público jovem. Revelando talentos, a série conquistou o público e faturou prêmios e valiosas cifras. Mesmo com um fim conturbado, os Gleeks permaneceram fiéis ao seriado, envolvendo-se com a trama e cantando suas músicas. Entre performances emblemáticas, crises e ameaças, acompanhamos a trajetória do New Directions e vimos a ascensão e queda de Rachel Berry. A música de Glee foi responsável por uma democratização de gêneros e despertou o interesse de muitos pelo Cinema e Teatro musical. De Ohio a Nova Iorque, a série nos inspirou: nos fez perseguir nossos sonhos; cultivar e valorizar amizades; respeitar, conviver e aprender com as diferenças e nunca deixar de acreditar.

 

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