Os Saltimbancos Trapalhões – O Musical

13/10/2014

Pensem em um circo! Pensaram? Agora pensem num circo enorme, porém, sobre um palco maravilhoso, com cenários grandiosos, pintados à mão, e que, no meio do espetáculo, surgem três leões gigantescos em cena. Pensaram? Não conseguiram? Pois é! É exatamente assim que você se sente ao assistir a estreia de Renato Aragão e Dedé Santana no teatro, trazendo para os palcos um dos clássicos dos Trapalhões. São coisas inacreditáveis!

 

Pelas mãos de Charles Möeller (que dirige) e Claudio Botelho (produtor musical), o clássico de 1981, Os Saltimbancos Trapalhões! Revisitamos a história de dois trabalhadores de um circo, liderado por um ganancioso Barão (Roberto Guilherme, divertido!), e que precisam batalhar para matar sua fome, enfrentar uma vilã caricata chamada Tigrana (Adriana Garambone, roubando a cena), seu mágico Satã (Nicola Lama), e ainda, no caso de Didi, tentar ficar com a filha do Barão, a bela Karina(Gisele Prattes).

 

Os números musicais são inseridos na trama exatamente como no filme. Não são canções que narram ações. São aquelas canções que todos conhecem, e que surgem como videoclipes na história, e que para algumas pessoas, pode até atrapalhar a ação da cena, por tantas quebras. A única vez que uma canção mostra ao que veio (no caso, cenicamente), e no caso de novo, nem chega a ser um número musical, é a abertura, que encena toda a história da música “Rebichada” de forma divertida, com parte do elenco se alternando nos personagens da canção de Chico Buarque. E a nova roupagem de “Piruetas” também cria dinamismo nas coreografias.

 

O personagem central é Didi, e não tem como não se emocionar com a presença do comediante em cena. Mesmo que contando as mesmas piadas em alguns momentos, ou então, implicando com Dedé, Renato Aragão mostra vigor em cena, como sempre teve, e brilha quando encara a canção “Meu Caro Barão”, acompanhado pelo coro, e por uma coreografia que destaca todos os movimentos da máquina de escrever. É por conta dele, e de um enigmático pergaminho perdido dos Irmãos Grimm, que a história se desenvolve, na tentativa de montar aquela história sobre quatro animais (uma galinha, um burro, um gato e um cachorro) que se revoltam contra seus donos.

 

Se a história pode não empolgar aos menores, não se pode dizer o mesmo dos adultos. Eles é que parecem se divertir mais, como se crianças fossem. Estão diante de um ícone de várias décadas. Todos ali aguardavam passar o programa da trupe aos domingos. E sim, não há como não sentir falta de Zacarias e Mussum em cena. A história parece estrar incompleta sem eles, ainda mais para quem tem o filme como o clássico dos clássicos.

 

Lívia Aragão também estreia nos palcos, e não faz feio como uma menina que precisa se passar por menino, obrigada por sua avó. São novos personagens que foram inseridos à trama, para que se tornasse algo mais ágil e que coubesse no estilo de teatro musical.  O grande lance de Os Saltimbancos é realmente proporcionar esse encontro com Didi e Dedé, de uma forma tão inédita. Os cuidados com cenário (o mais impressionante do espetáculo), as coreografias, sejam as dos atores, ou as dos profissionais circenses que integram o grande elenco, tudo se une aquele momento único, que faz valer a pena.

SERVIÇOS:

DATAS

27/09 a 12/10

HORÁRIOS

11/10 às 20h

12/10 às 18h

LOCAL

Cidade das Artes

SALA

Grande Sala

 

AVISO IMPORTANTE!!!

Somente será permitido o ingresso de espectadores em traje de passeio ou esporte fino, sendo terminantemente vedada a entrada de pessoas trajando bermuda, short, top, camiseta sem manga, bem como chinelos.

 

PREÇOS

Plateia 1: R$ 150,00

Galerias: R$ 40,00

Galeria 2° nível: R$ 50,00

Frisa Lateral: R$ 120,00

Camarote : R$ 100,00

Plateia 2: R$ 120,00

 

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