Coletiva de imprensa e pré estreia de “A Madrinha Embriagada”

16/8/2013

Por Polly Leite

 

A Madrinha Embriagada é uma adaptação do premiado The Drowsy Chaperone, texto de Bob Martin e Don MC Kellar e músicas e letras de Lisa Lamber e Greg Morrison, que fez temporada na Broadway em 2006 e 2007. O musical estreia para o público esta semana em São Paulo no Teatro do Sesi, com orçamento de 12 milhões, um investimento para 325 sessões no período de 17 de agosto de 2013 à 29 de junho de 2014, o musical é gratuito e vem com o objetivo de trazer mais público para o teatro musical e levar cultura a quem não tem acesso a este tipo de espetáculo.

 

Carlos Cavalcanti da FIESP, disse que espera que o público seja educado com essa experiência, que as pessoas possam conhecer o teatro musical e com isso acabar buscando assistir também outras peças do gênero.

 

A peça homenageia o teatro musical e como disse Cleto Baccic, essa primeira montagem do SESI-SP é para dar a oportunidade ao público de se apaixonar pelos musicais.

 

Don MC Kellar contou que a peça foi originalmente escrita por ele e pela Lisa como presente de casamento para um amigo, a primeira apresentação aconteceu na despedida de solteiro. Os amigos adoraram e resolveram então começar a fazer pequenas produções, até que chegaram na Broadway. Ele sempre imaginou essa peça no Brasil, na ideia original ele queria que a peça terminasse com uma música em português, mas não deu certo. Falou também que a peça é sobre o amor ao teatro, é para pessoas que amam musicais ou que os odeiam.

 

Lisa Lamber elogiou muito a adaptação de Miguel Falabella, disse que os números estão maravilhosos e ela esta muito feliz por fazer parte deste espetáculo e adorou o titulo da montagem brasileira.

 

Miguel Falabella quis aproximar mais o público da história e aproveitar para contar um pouco da década de 20 no Brasil e homenagear diversos artistas que deixaram um legado, por isso mudou os nomes dos personagens para que soassem bem em português e adaptou a peça para que a história se passasse em São Paulo, no bairro da Barra funda: “…um espetáculo gratuito para o público paulistano deveria falar de sua história e de sua cidade.”

 

Segundo Saulo Vasconcelos a peça é um musical dentro de uma comédia, cheia de estereótipos que a deixam divertida: O Canastrão, a Diva, o Nerd fã de musical, o Mordomo, a Loira Burra e o Galã. Kiara Sasso disse estar se casando com Saulo Vasconcelos pela quinta vez, depois de “O Fantasma da Ópera”, “A Bela e a Fera”, “A Noviça Rebelde”, “Mamma Mia!” e agora “A Madrinha Embriagada” eles são um casal novamente: “Já até criamos um entrosamento próprio”.

 

 

Pré estreia:

O musical começa com um fã de musicais “O Homem da Poltrona” (Ivan Parente) que decide ouvir o seu disco da peça “A Madrinha Embriagada”, um de seus espetáculos preferidos, que foi montado em São Paulo em 1928 no Teatro São Pedro.

Com humor e fina ironia ele questiona os musicais atuais e brinca com a própria tradução da peça, fazendo menção ao “tradutor” João Canarinho.

 

A história é sobre uma musa do teatro, Jane Valadão (Sara Sarres), que decide abandonar a carreira nos palcos para se casar com o empresário  Roberto Marcos (Frederico Reuter). Como costume da época, uma madrinha é contratada para cuidar da noiva antes do casamento, nesse caso, Jane é sempre acompanhada por sua madrinha embriagada (Stella Miranda). O dono do teatro, Sr. Iglesias (Saulo Vasconcelos), e outros personagens não querem que esse casamento aconteça e sobram motivos para isso. Com a ajuda da corista sem talento, Eva (Kiara Sasso), Iglesias contrata um amante argentino, Aldolpho (Cleto Baccic), para atrapalhar essa união. Espiões disfarçados de padeiros portugueses (Rafael Machado e Daniel Monteiro), uma aviadora, Dôra (Adriana Caparelli), Dona Francisca Jaffet (Ivanna Domenyco) e seu mordomo, o amigo do noivo (Fernando Rocha) reunidos na mansão da Avenida Paulista são alguns dos personagens que povoam a cabeça e mente do criativo homem da poltrona, que narra toda essa história de forma muito divertida, e que nos faz amar ainda mais esse mundo tão único dos musicais.

 

Com iluminação e cenários grandiosos, os figurinos de Fause Haten cheio de truques, deixa tudo com um toque colorido da década de 20. As coreografias são aquelas que você veria na Broadway, ou melhor, quando você pensa em atores dançando na Broadway o que lhe vem à cabeça? Aquele, jazz, aquelas mãos e aquele sapateado!

 

Quanto ao elenco, é incrível ver tantas feras juntas reunidas no mesmo palco, e com papéis bem diferentes do que estávamos habituados a vê-los, a comédia traz uma Kiara Sasso impagável no papel da “loira burra” Eva, uma Stella Miranda, segundo a mesma, “a um uísque da bebedeira”, Sara Sarres divando como uma estrela dos anos 20, Cleto Baccic extremamente hilário (com um figurino incrível) como o argentino AdoLpho e Saulo Vasconcelos mergulhado em um humor rasgado como o produtor Iglesias e todos os outros deste elenco experiente e admirável.

 

A MADRINHA EMBRIAGADA

TEATRO DO SESI

Av. Paulista, 1313 – Cerqueira César

Informações: http://www.sesisp.org.br/cultura e 11 3146-7405/7406.

Recomendação etária: 10 anos

Duração: aproximadamente 1h50

Entrada gratuita

Sessões para escolas: quintas e sextas-feiras às 15h.

Sessões para o público: quartas a sextas-feiras às 21h, sábados às 16h e 21h e domingos às 19h.

Reserva antecipada de ingressos pelo site

http://www.sesisp.org.br/ingressomadrinha a partir de 08 de agosto de 2013.

Ingressos remanescentes distribuídos na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.

Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h.

Temporada: 17 de agosto de 2013 a 29 de junho de 2014

É diversão na certa e um grande orgulho ver que este projeto de teatro musical do Sesi começar com um trabalho tão grandioso e de alto nível como este.

 

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